Falar português é, cada vez mais, um privilégio e o número de pessoas que deseja aprender a nossa língua tem vindo a crescer incomensuravelmente.

Daí que haja países a apostar no ensino do português, como, por exemplo, Macau cujo Governo garantiu continuidade de apoio à Escola Portuguesa. Além disso, tem-se registado um aumento de universidades chinesas que passaram a oferecer cursos de língua portuguesa. Tanto na Rússia como nos Estados Unidos, verifica-se também o desejo de aprender português e escolas, universidades e academias militares têm apostado nessa área.

No entanto, urge salientar que a cultura brasileira tem contribuído para o interesse dos estrangeiros pelo português, através da música e da alegria que caracteriza o povo brasileiro. Por outro lado, assiste-se a um grande crescimento de produção literária no Brasil, que quer aprender, trocar ideias, comunicar, expandir-se pelo Mundo, exigindo, para isso, simultaneamente, uma educação eficiente. Refira-se, por exemplo, o trabalho da editora Thesaurus, em Brasília, que muito tem feito pela divulgação da língua portuguesa, criando pontes entre Portugal e o Brasil. Assim, tem publicado livros de autores lusófonos, oferecendo alguns deles às bibliotecas portuguesas, como é o caso do livro de Jacinto Guerra, “Viagem a Vila Verde, Encantos do Minho”, em que o autor descobre as semelhanças entre Vila Verde, em Portugal e o Bom Despacho, no Brasil, ou então “Idioma de Cada Dia” de Roldão Simas Filho, livro dedicado à defesa do idioma pátrio.

Por outro lado, a mesma editora publicou o livro do escritor português Sérgio Almeida, “Não Conto”, 15 narrativas curtas, cujo fio condutor é o absurdo representado por personagens com defeitos e problemas existenciais, dando a conhecer ao povo brasileiro a nova literatura portuguesa de cariz surrealista.

O dinamismo da língua portuguesa constata-se ainda a Oriente. Assim, no II Encontro de Poetas Chineses e Lusófonos, organizado pelo Instituto Internacional de Macau (IIM), promoveu-se um ambiente de franca convivência intercultural. Nesse encontro, o poeta e professor Manuel Pinho lançou uma coletânea de poesias, intitulada “Metades do Meu Dragão”, um solilóquio com características parnasianas, uma viagem através de uma cultura diferente e aparentemente complexa, preenchida de sensações e traços da sociedade. Ler o artigo completo.

 

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