1 March 2021
Jovens peregrinos portugueses acompanhados pelo cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, cantam o hino da participação portuguesa, uma adaptação da música do Toy, "Coração não tem idade" no final de uma missa, na paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, onde se deslocaram para participar na Jornada Mundial da Juventude, na Cidade do Panamá, Panamá, 25 de janeiro de 2019. PAULO NOVAIS/LUSA

Português falado em todo o mundo pesou na decisão da escolha de Lisboa para Jornadas da Juventude

Cidade do Panamá, 27 jan (Lusa) – O Presidente português expressou hoje uma “alegria incontida” com a escolha de Lisboa para acolher as próximas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), destacando que a língua portuguesa falada em todo o mundo pesou na decisão.

“É uma alegria incontida e é começar a sonhar já e a projetar já o que se vai passar daqui a três anos e meio”, disse à agência Lusa Marcelo Rebelo de Sousa, na Cidade do Panamá, para onde se deslocou a convite do seu homólogo panamiano para as JMJ que hoje terminam.

o Vaticano, anunciou hoje, na missa de encerramento das JMJ, na Cidade do Panamá, que é Lisboa a próxima cidade a acolher aquele que é considerado o maior evento organizado pela Igreja Católica.

“Acho que nós conseguimos, conseguimos todos, conseguimos nós portugueses, conseguiram naturalmente os católicos de Portugal, conseguiram os bispos católicos, conseguiu D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, mas conseguimos nós todos como povo e conseguimos nós que falamos português”, assinalou o chefe de Estado.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “foi muito importante um argumento essencial para esta decisão, o ser um país que pudesse abrir para vários continentes e, nomeadamente, para África, porque é o único continente que ainda não teve as Jornadas Mundiais da Juventude”.

“E entendeu-se – e bem – que Portugal, além de abrir para o continente americano e, obviamente, abrir para a Europa, abria para África, para a que fala português muitíssimo, e que vamos reunir em Lisboa, para aquela que não fala, mas também vai vir até Lisboa”, adiantou.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, Portugal ser o segundo país lusófono a receber as JMJ depois do Brasil, em 2013, “é o reconhecimento do peso da lusofonia, do mundo que fala português”.

“E, ao mesmo tempo, o peso de Portugal, o peso de Fátima, o peso do povo católico português”, declarou o Presidente português, para acrescentar: “Mas eu não escondo que a lusofonia e o falar-se português e o estar-se presente em todos os continentes em todo o mundo pesou na luta que foi muito difícil com outros candidatos a estas jornadas de 2022”.

As JMJ são um encontro de jovens de todo o mundo com o papa, num ambiente festivo, religioso e cultural, que mostra o dinamismo da Igreja Católica.

SR // HB – Lusa/Fim

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