por Sílvia Gonçalves

A data foi instituída em 2009 e a cada 5 de Maio perpetua-se, desde então, a celebração da língua portuguesa e da cultura lusófona nos locais onde o português ainda é falado.

Em Macau é notória, nos últimos anos, a tendência institucional para vincar a promoção do português e do bilinguismo. João Laurentino Neves, director do Instituto Português do Oriente (IPOR), enquadra a promoção detectada no discurso e acção políticos numa estratégia para a afirmação do território no contexto regional.

Carlos Ascenso André, coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau (IPM), acredita que 2049 não se traduz numa meta temporal para a presença do português na RAEM, pois continuarão os países lusófonos a representar “um universo de grande interesse para a República Popular da China”.

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“De facto, a promoção da Língua Portuguesa e do bilinguismo tem estado presente no discurso e na acção política ou institucional, até também como estratégia para a própria afirmação da RAEM num contexto regional.

Ao estatuto político de língua oficial associa-se a percepção da sua importância para aquela que é a singularidade de Macau no contexto da República Popular da China e as oportunidades que daí decorrem face às opções políticas que, de algum modo, envolvem a língua portuguesa”, salienta João Laurentino Neves.

Ao valor político, o director do IPOR acrescenta o que diz ser o valor económico da língua portuguesa, “no sentido de as pessoas a percepcionarem como susceptível de gerar mais e melhores oportunidades, sejam empresariais ou profissionais (presentes ou futuras), de mobilidade geográfica, de empregabilidade e, obviamente, de mais rendimento”.

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