1 March 2021
O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, defendeu hoje, em Paris, que a língua portuguesa é "uma língua de negócios" e "de oportunidades", considerando que isso obriga à criação de "políticas" e "respostas" comuns no espaço da lusofonia.

Português é “língua de negócios” e requer “políticas” e “respostas” comuns na lusofonia

“Uma língua falada por 200 milhões de pessoas, uma língua que é a terceira mais falada no hemisfério Ocidental, uma língua que é a mais falada no hemisfério Sul, uma língua que é das mais usadas nos negócios e na Internet obriga-nos a ter respostas, obriga-nos a ter políticas, e obriga o mundo todo a pensá-la em função de um facto: sendo uma língua de negócios, é uma língua de oportunidades”, declarou aos jornalistas José Cesário.

O secretário de Estado das Comunidades falava à imprensa na Sorbonne, em Paris, antes de proferir uma conferência sobre “as mudanças em curso no ensino do português no estrangeiro”.

“Portugal tem assumido [a defesa e a promoção da língua portuguesa] praticamente isolado. Um dos grandes objetivos que nós temos é fazê-lo no contexto da [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] (CPLP) e da lusofonia, e – por que não? – ligados a outras realidades, aos países de língua hispânica e à francofonia”, acrescentou.

Para José Cesário, a conferência que esta tarde juntou diplomatas, professores, alunos e responsáveis do ensino do português “é um primeiro passo”.

O secretário de Estado avançou que está prevista, para 2013, a realização de uma segunda conferência sobre este tema, “mas com uma dimensão maior”, e que contará “com a presença de técnicos, de especialistas, vindos de outros países lusófonos”, para tentar “chamar a atenção da opinião pública e das autoridades para a grande dimensão e a grande importância que tem hoje o português”.

A falar para uma sala com cerca de 70 pessoas, José Cesário sublinhou que “o português é um idioma em expansão, indispensável para a comunicação no mundo de hoje e um fator de riqueza, de crescimento e de emprego”.

O responsável destacou ainda os esforços que o Governo tem feito na sua área de tutela, da reforma do regime jurídico do ensino português no estrangeiro, à formação de docentes e à “estabilização da rede de ensino”, assumindo, contudo, que é possível e desejável fazer mais.

“As políticas a desenvolver terão que privilegiar a qualidade: do ensino, dos programas, dos professores, dos materiais, a qualidade e a modernidade das ações”, concluiu.

 

JYF // VM.

Lusa/Fim

Foto: Lusa

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