28 February 2021
A Escola Portuguesa de Cabo Verde será uma realidade em breve, devendo, para tal, a câmara municipal da Cidade da Praia disponibilizar um terreno para a edificar. (Foto da Escola Portuguesa de Angola)

Portugal/Cabo Verde: Escola Portuguesa será realidade em breve,

“Já temos uma Escola Portuguesa em Moçambique, Angola, Díli (Timor-Leste) e Macau e temos a possibilidade de termos uma na Cidade da Praia”, disse Pedro Passos Coelho, no final de uma reunião com o presidente da Câmara da Cidade da Praia, Ulisses Correia e Silva.

“É um processo que tem vindo a decorrer ao longo dos últimos tempos e, segundo o presidente da câmara (da Cidade da Praia), poderemos ter um desenvolvimento importante ao longo deste mês, através da disponibilização de um terreno para a edificação da escola”, acrescentou.

Passos Coelho indicou que se trata de “boas notícias” para a comunidade portuguesa residente no arquipélago e também para os cabo-verdianos.

“Teremos, em breve, boas notícias, não apenas para os portugueses que vivem em Cabo Verde, que terão a possibilidade de, dentro de alguns tempos, ter os seus filhos a frequentar o ensino em Português, mas também para cidadãos cabo-verdianos, que terão uma oferta mais diversificada e de qualidade para poderem escolher o ensino para os seus filhos”, afirmou.

Passos Coelho, que cumpre hoje o terceiro e último dia da visita a Cabo Verde, não adiantou uma data certa para a abertura da escola, mas à Lusa, domino, no Mindelo (São Vicente), o secretário de Estado da Educação português, João Casanova, manifestou-se confiante em que tal possa acontecer dentro de um ano.

A escola portuguesa é uma ambição de há muito da cada vez maior comunidade portuguesa residente em Cabo Verde e é um processo que ganhou impulso em dezembro de 2009, quando a então embaixadora de Portugal na Cidade da Praia, Graça Andresen Guimarães, intensificou os contactos nesse sentido com as autoridades locais.

A abertura de uma escola portuguesa em Cabo Verde, onde residem cerca de 10.000 portugueses (embora na sua grande maioria – 90 por cento – sejam cabo-verdianos com dupla nacionalidade), tem sido uma das preocupações da comunidade lusa no arquipélago.

JSD // PGF

Lusa/Fim

Foto: LUSA – Escola Portuguesa de Luanda, 20/01/2006, QUINTILIANO DOS SANTOS / LUSA

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