9 March 2021
"Há amplas razões para comemorar 1415, a [data da] chegada de Portugal a Ceuta". "Marca a entrada de Ceuta na idade moderna", afirmou Juan Jesus Vivas no Senado, em Madrid, no âmbito da preparação das comemorações dos 600 anos da chegada dos portugueses a Ceuta.

Portugal está no escudo e também na alma de Ceuta

Portugal está no escudo e também “na alma” de Ceuta que, 600 anos depois da chegada dos portugueses, considera esse momento como o de viragem na história local, disse hoje o presidente da cidade autónoma espanhola, Juan Jesus Vivas.

“No legado português residem os nossos símbolos mais queridos, a planta urbana que hoje temos e até algo tão importante como é o caráter de uma cidade europeia em África, que se presume ser ao mesmo tempo europeia e africana”, considerou.

A presença portuguesa foi tão importante para Ceuta – lembrou Juan Jesus Vivas -, que “Portugal e os portugueses residentes em Ceuta, em determinada época da nossa história, em 1640, deram a oportunidade de ser espanhóis” aos habitantes da cidade.

Vivas falava numa cerimónia no Senado em Madrid, perante a presença de Pio Garcia Escudero, presidente da câmara alta espanhola, onde foi apresentada a Fundação Ceuta Crisol de Culturas 2015, responsável pelas comemorações dos 600 anos da chegada de Portugal a Ceuta.

Intervindo na apresentação, a senadora de Ceuta Luz Elena Sanín considerou essencial recordar 21 de agosto de 1415, data que marca o início da conquista portuguesa de Ceuta, por D. João I.

“É um dever de todos os cidadãos de Ceuta recordar esta data. Um povo sem história sem memória, é um povo sem identidade e sem futuro”, disse, considerando que começou com Portugal a construção de uma cidade que hoje é “um espaço multicultural e de convivência de quatro culturas e religiões”.

“A chegada dos portugueses marcou um antes e um depois na história da cidade. Marcou o futuro e a estabilidade territorial que se manteve desde aí”. “Nada foi tão importante como a chegada dos portugueses a Ceuta”, disse a senadora.

Para Sanín, a chegada dos portugueses “marcou a entrada da cidade na idade moderna” e a “entrada da cultura europeia em África”, algo ainda hoje reconhecido, porque a bandeira da cidade “conserva o escudo e as armas portuguesas”.

ASP // MAG – Lusa/Fim

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