Macau, China, 10 mai (Lusa) – A população de Macau, território com cerca de 30 quilómetros quadrados, aumentou para 649.100 pessoas nos primeiros três meses do ano, mais 2.300 (ou 0, 4%) do que no final de 2015, segundo dados oficiais conhecidos hoje.

Os serviços de estatística de Macau revelam ainda que no primeiro trimestre houve 1.664 nascimentos e 650 óbitos, o que, neste último caso, é um acréscimo de 165 em relação aos três meses anteriores “devido ao frio” do início deste ano.

Macau registou em janeiro uma vaga de frio rara, com as temperaturas a caírem para mínimos de há 67 anos, abaixo dos 2 graus centígrados.

Na informação divulgada hoje, as autoridades de Macau destacam o aumento de 23, 6% do número de “imigrantes chineses” no território no primeiro trimestre do ano, que passaram a ser 2.695, mais 514 do que no final de 2015.

Segundo os mesmos dados, entre janeiro e março, 339 pessoas obtiveram autorização de residência em Macau.

Já os trabalhadores não residentes eram 181.436 no final de março, menos 210 do que em dezembro do ano passado.

A densidade populacional em Macau, frequentemente considerada a maior do mundo, subiu para 21.100 pessoas por quilómetro quadrado no final do ano passado, segundo as autoridades do território.

Macau – que tem crescido devido à criação de aterros – fechou 2015 com uma superfície total de 30, 4 quilómetros quadrados.

Em julho do ano passado, o coordenador do Gabinete de Estudo das Políticas de Macau, Lau Pun Lap, estimou que o território vai chegar aos 750 mil habitantes em 2025, com uma taxa de crescimento médio anual inferior a 2%.

Assim, nos próximos dez anos, a população de Macau, vai aumentar, mas a um ritmo muito mais brando do que o registado nos últimos 33 anos, na ordem dos 161, 2%.

“Em 1981, a população de Macau era composta por 248 mil pessoas e no final de 2014 atingiu as 636 mil. Em 33 anos cresceu 1, 6 vezes”, disse Lau Pun Lap, observando o rápido desenvolvimento económico registado nas últimas décadas e respetiva necessidade de mão-de-obra importada, cujo reflexo se fez sentir no aumento do número de pessoas a viver no território.

MP (FV) // – Lusa/Fim
Partilhar