24 February 2021

Poeta Nuno Júdice e pintora Isabel Pavão publicam livro conjunto em Nova Iorque

Nova Iorque, 25 out. (Lusa) – A pintora Isabel Pavão e o poeta Nuno Júdice lançam esta quarta-feira, em Nova Iorque, o livro “Dez Impressões de Rosa e Mar”, que reúne poemas do escritor, em resposta aos quadros da artista.

“O método que escolhemos para esta colaboração foi criar dez pinturas e dez poemas em resposta ao meu trabalho, gerando um diálogo aberto entre poesia e pintura, criando novas dimensões de sentido e experiência”, explicou a pintora à Lusa.

O livro, da editora Pagine D’Arte, será lançado na Poets’ House, em Manhattan, onde alguns dos poemas serão lidos pelos tradutores Maria do Carmo Eggers-de Vasconcelos e Phil Eggers.

O trabalho resulta de um convite feito por Isabel Pavão a Nuno Júdice, depois de ambos terem colaborado num número especial da revista Colóquio/Letras, sobre a escritora Agustina Bessa-Luís, em 2014.

Nos quadros, Isabel Pavão regressa a temas que têm sido uma constante no seu trabalho.

“Visualmente, a fonte principal destas pinturas inspira-se na natureza, rosas e mar, referindo-se às minhas paisagens autobiográficas, o jardim, a praia e nadar no mar”, explica a pintora.

Os poemas que recebeu de Júdice acabaram por oferecer novas camadas de interpretação ao seu trabalho.

“Vejo sempre o meu trabalho em dimensões diferentes, abertas a várias interpretações, emocionais ou intelectuais. Visualmente há sempre um mistério por desvendar. Nesse sentido, a poesia de Nuno [Júdice] enriquece essas experiências e possibilidades”, explica.

O poeta francês Yves Peyré disse sobre o livro que “a obra na parede é o que desencadeia, mas o poema preserva-se de ser um comentário, nem que fosse o mais adequado.”

“Isabel Pavão avança no campo da sua pintura, entrecruzando sabiamente as formas, sobrepondo as camadas. Quanto a Nuno Júdice, volta-se para a sua voz interior, deixa-se ficar na poesia, mas viu e da sua visão ascende uma sumptuosa criação que não é segunda mas radicalmente justificada pela tonalidade de um poema que parece retornar”, explica o crítico.

AYS // MAG – Lusa/Fim

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