Em Conferência de Imprensa, o Embaixador Rui Aleixo explicou que o Plano de Ação de Lisboa contempla duas partes: «a avaliação do que foi feito do Plano de Ação de Brasília e da sua implementação e medidas inovadoras em relação ao de Brasília».

O Embaixador explicou que o Plano de Ação de Lisboa herda vários eixos do Plano de Ação de Brasília, definido em Brasília em 2010, ou seja, prevê «ações que já vêm do Plano de Ação de Brasília quer por não terem sido implementadas quer por ser necessário continuar a sua implementação, mas há um eixo novo que é o português como língua de ciência e inovação, ou seja, um conjunto de medidas novas para valorizar a utilização da língua portuguesa no mundo».

Gilvan Muller de Oliveira, Diretor Executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) explicou que «do ponto de vista do IILP, o Plano de Ação de Brasília foi extremamente importante para organizar o trabalho deste Instituto, para dar um objetivo claro e para integrar o Instituto com mais clareza na estrutura e nas proposições da CPLP».

O Diretor Executivo do IILP destacou dois projetos que refletem o sucesso da implementação do Plano de Ação de Brasília. Por um lado, o Portal do Professor de Português de Língua estrangeira que reúne já 150 unidades didáticas de Angola, Brasil, Portugal e Moçambique e disponibiliza recursos didáticos comuns produzidos pela mesma metodologia pelos quatro Estados-membros. E o VOC (Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa), onde foram organizados os Vocabulários Ortográficos Nacionais de Moçambique, Portugal e Brasil.

Os eixos principais que constam no Plano de Ação de Lisboa são «a língua como fator de relevância na economia criativa, a língua portuguesa nas comunidades da diáspora», onde se deverá ter «uma atenção redobrada de pôr à disposição das diásporas dos vários países, professores e materiais didáticos que permitam o ensino de uma foram qualificada e com uma qualidade assegurada», explicou o Embaixador.

A utilização da língua portuguesa nas organizações internacionais é um eixo que decorre do Plano de Ação de Brasília e que agora é reforçado, já que, referiu Rui Aleixo, «os oito países da CPLP vão continuar os seus esforços para que cada vez mais organizações internacionais, designadamente no sistema das Nações Unidas, utilizem o português como língua de trabalho, o que quer dizer que se poderá falar sempre em português nas reuniões e que os documentos serão sempre traduzidos para português».

Por fim, o eixo do ensino do português a falantes de outras línguas, onde se prevê, entre outras, uma medida específica de criação de um programa uniforme de certificação internacional da língua portuguesa. “Há claramente essa vontade de reunir todos os esforços e instrumentos que nos permitam obter uma dimensão internacional e essa certificação naturalmente que é um dos aspetos mais importantes”, afirmou Ana Paula Laborinho, Presidente do Camões- Instituto da Cooperação e da Língua.

A Presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua disse ainda que este é um aspeto «muito relevante para que não tenhamos sempre um conjunto de boas intenções que depois não se podem medir nos seus resultados», pelo que «um Plano focalizado numa avaliação de resultados foi uma preocupação partilhada pelas diferentes delegações».

O Plano de Ação de Lisboa agora concluído será aprovado estatutariamente pelo Conselho de Concertação Permanente da CPLP, que se realiza a 25 de Novembro, e proposto para adoção no Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP, para que em Junho de 2014 seja apresentado na Cimeira que se realizará em Díli, em Timor-Leste.

Fonte: TV Ciencia.Pt

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