5 March 2021
Um grupo de docentes e alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa convida-o a estar presente no Fórum “Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao «Acordo Ortográfico» de 1990”, que pretende debater as consequências nefastas da aplicação do “Acordo Ortográfico” de 1990.

“Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao «Acordo Ortográfico» de 1990”

Um grupo de docentes e alunos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa convida-o a estar presente no Fórum “Pela Língua Portuguesa, diga NÃO ao «Acordo Ortográfico» de 1990”, que pretende debater as consequências nefastas da aplicação do “Acordo Ortográfico” de 1990.

A sessão, organizada por Cristina Pimentel, Helena Buescu e Teresa Cadete, decorrerá no dia 14 de Abril, terça-feira, a partir das 18h, no Anfiteatro I da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Cidade Universitária).

A iniciativa terá duas partes:

1.ª) Intervenções dos oradores: António Chagas Dias (tradutor; Associação Portuguesa de Tradutores),  António Feijó (Vice-Reitor da Universidade de Lisboa, Professor da Faculdade de Letras), Casimiro de Brito (Poeta, ex-Presidente do PEN Clube Português),  Duarte Bénard da Costa (Movimento contra a “aplicação” do AO90 aos exames nacionais; aluno do Liceu Camões),  Francisco Miguel Valada(tradutor nas Instituições da União Europeia),  Maria Filomena Molder (Professora Catedrática da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa) e Nuno Pacheco (jornalista, Subdirector do Público).

Serão lidas mensagens de António Bagão Félix,  António Garcia Pereira,  Gonçalo M. Tavares,  Isabel Pires de Lima,  João Braga,  Manuel Alegre e Miguel Tamen.

2.ª) Debate com o público presente, em que também intervirão, designadamente: Ana Isabel Buescu,  Bárbara Wong,  Gastão Cruz,  Henrique Leitão,  Ivo Miguel Barroso,  Maria Alzira Seixo,  Maria do Carmo Vieira,  Mário de Carvalho,  Pedro Mexia,  Ricardo Araújo Pereira,  Teolinda Gersão e Teresa Cid.

 

Para qualquer informação suplementar que entenda necessária, disponibilizamos os contactos das organizadoras:

Cristina Pimentel (Professora Catedrática do Departamento de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa): mpimentel1@campus.ul.pt; telefone do Centro de Estudos Clássicos:217920005.

Helena Buescu (Professora Catedrática do Departamento de Literaturas Românticas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa): h.buescu@netcabo.pt;

Teresa Cadete (Professora Catedrática do Departamento de Estudos Germanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa): trcadete@googlemail.com.

Informações complementares

Que Língua Portuguesa quer deixar aos seus filhos?

“Acordo Ortográfico” de 1990: dizemos NÃO!

· O “Acordo Ortográfico” de 1990 (AO90) contradiz-se já na sua designação, porque nem é “Acordo” (válido apenas se ratificado por todos os estados de língua oficial portuguesa), nem “ortográfico” (pois prevê a existência de facultatividades – também chamadas duplas grafias -, levando por isso à destruição do conceito normativo de ortografia e da herança etimológica).

· Ao contrário do que tem sido propalado, o período de transição estabelecido para a implementação do AO90 termina em 22 de Setembro de 2016, e não em 13 de Maio de 2015.

· Após três anos e seis meses da sua imposição no sistema de ensino e na Administração Pública, os resultados estão à vista, traduzindo-se num conjunto extenso de arbitrariedades: corte das consoantes “c” e “p”, mesmo quando deveriam ser articuladas, em violação do próprio AO90; não utilização sistemática do hífen; confusão do pretérito perfeito com o presente, etc. O denominado AO90 falhou o seu autoproclamado objectivo: a unificação ortográfica das variantes do português.

· Que podem os cidadãos fazer, tendo em conta que constitui o seu pleno direito recusar uma ortografia resultante de uma economia da língua que viola o que é estabelecido na Constituição da República Portuguesa (CRP) (art.º 43.º, n.º 2), segundo a qual o Estado “não pode programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes (…) estéticas, políticas, ideológicas”? Além do direito à objecção de consciência (art.º 41, º, n.º 6, da CRP), cabe-nos resistir activamente (art. 21.º da CRP) contra essas ilegalidades e inconstitucionalidades manifestas, bem como argumentar contra as falácias da “unificação” e simplificação, facilmente desmontáveis, conforme tem sido denunciado por diversos especialistas.

Cristina Pimentel

Helena Buescu

Teresa Cadete


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