5 March 2021
Professora Marisa Mendonça, diretora executiva do IILP

Países de língua portuguesa poderão ter vocabulário científico comum

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Os países de língua portuguesa poderão ter um vocabulário comum para as áreas da ciência e tecnologia. O projeto é do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e busca estimular o intercâmbio dos trabalhos desenvolvidos entre os países e facilitar a tradução e a interpretação de outros idiomas para o português.

Com sede em Cabo Verde, o IILP é uma instituição da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP). A entidade tem personalidade jurídica e autonomia científica, administrativa e patrimonial. Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Segundo a diretora executiva do IILP, Marisa Mendonça, o instituto buscará, ainda em janeiro, financiamento com os países da CPLP para tirar o projeto do papel. Para a primeira fase de execução, são necessários 130 mil euros.

Atualmente, cada país usa palavras científicas próprias. O projeto pretende padronizar a linguagem. “Cada país está usando uma terminologia própria, de acordo com a sua experiência. O objetivo é criar uma terminologia consensual nos diferentes trabalhos para que realmente possa ser usada na tradução e na interpretação, com termos mais homogêneos”, explica Marisa.

Segundo a diretora executiva do IILP, a questão não é novidade. O projeto chegou a ser aprovado pelos países, mas falta financiamento. “A primeira etapa já está desenhada é muito chave. A partir dela, vamos ver como podemos caminhar e quais as capacidades que temos”, diz. Ler o artigo completo.

Sala de comissões do Senado Federal durante reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). À mesa, o presidente da CCT, senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Foto: André Corrêa/Agência Senado. (28 de abril de 2015)

Sala de comissões do Senado Federal durante reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).
À mesa, o presidente da CCT, senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Foto: André Corrêa/Agência Senado (28 de abril de 2015)

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