“A preservação desta data como ‘Dia de África’ em todo o mundo traduz o reconhecimento do papel desempenhado pela OUA e pela UA enquanto intérpretes das aspirações, dos valores e dos interesses do continente africano e, simultaneamente, como instrumentos para a promoção da sua plena participação no sistema internacional”, lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros português.

No texto, o Governo português saúda “o caminho trilhado pelos Estados africanos ao longo destes 50 anos”, destacando a “crescente integração política e económica do continente”.

Portugal “é um parceiro privilegiado” de África, continente com o qual “mantém um relacionamento estreito” e ao qual “o ligam laços históricos, culturais e linguísticos profundos”, prossegue o texto.

Para o executivo português, a celebração dos 50 anos da fundação da OUA “simbolizam igualmente a consolidação de uma aliança entre a Europa e África”, no desenvolvimento da qual “Portugal se assumiu desde sempre como um interlocutor privilegiado”, tendo nomeadamente organizado, durante as presidências portuguesas da União Europeia de 2000 e de 2007, as duas primeiras Cimeiras UE-África.

“O Governo português assinala também o contributo das comunidades africanas em Portugal e da diáspora portuguesa em África para o progresso e o desenvolvimento das sociedades que as acolheram, com particular destaque para os Países Africanos de Expressão Lusófona”, acrescenta o texto.

O MNE informa, por outro lado, que o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Francisco Almeida Leite, que representa Portugal nas cerimónias a decorrer em Addis Abeba, esteve nomeadamente reunido com representantes do Governo da Etiópia com quem assinou um acordo bilateral para evitar a dupla tributação.

MDR // MSF – Lusa/Fim

Foto: Bandeira da OUA, Organização de Unidade Africana ou União Africana, em Bissau a 12 de Março de 2009. TIAGO PETINGA / LUSA

Foto: Sede da UA em Addis Abeba, Ethiopia, obra inteiramente financiada pela China EPA/CAROLA FRENTZEN

 

 

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