Os verbos pessoais são os que se conjugam em todas as pessoas.

Os impessoais são os que só se conjugam na 3ª pessoa do singular, como, por exemplo, os que exprimem fenómenos da natureza (‘chover’, ‘trovejar’, ventar’): «chove»; «trovejou»; «ventava». Além disso, o verbo ‘haver’ é, como já foi abordado, impessoal, quando significa ‘existir’.

Há verbos que só se empregam na 3ª pessoa do singular ou do plural. Trata-se dos verbos unipessoais e indicam vozes de animais, como, por exemplo, ‘ladrar’, ‘miar’ ou ‘zumbir’ – «o cão ladra»; «Os gatos miavam»; «as abelhas zumbiam».

Os verbos defetivos levantam muitas dúvidas na sua conjugação, uma vez que não devem ser usados em todos os tempos ou em todas as pessoas gramaticais. Esses verbos pertencem, na generalidade, à 3ª conjugação. Apontamos como exemplos os verbos ‘banir’, ‘carpir’, ‘colorir’, ‘demolir’, ‘emergir’, ‘imergir’, ‘retorquir’ e ‘ungir’. Estes verbos não se conjugam nem na 1ª pessoa do indicativo, nem em nenhuma das pessoas do conjuntivo. Quanto ao imperativo, só se utiliza na 2ª pessoa do singular e do plural (‘unge tu’, ‘ungi vós’).

Há ainda verbos defetivos que apenas se conjugam nas formas arrizotónicas (que têm ‘i’). Servem de exemplo ao exposto os verbos ‘falir’, ‘aguerrir’, ‘combalir’ e ‘punir’.

Deste modo, no presente do indicativo, conjugamos a 1ª pessoa e a 2ª pessoa do plural – ‘falimos / falis’; ‘aguerrimos / aguerris’; ‘combalimos / combalis’; ‘punimos / punis’.

Por outro lado, estes verbos não têm nenhuma forma do presente do conjuntivo, nem do imperativo negativo. Do imperativo afirmativo, apenas utilizamos a 2ª pessoa do plural: ‘fali’; ‘aguerri’, ‘combali’, ‘puni’ (vós).

O verbo ‘precaver’ só possui as formas arrizotónicas (com ‘e’). Ora, muitas vezes, pensa-se que este verbo depende do verbo ‘vir’, o que não acontece. Assim, o pretérito perfeito conjuga-se ‘precavi-me’, ‘precaveste-te’, ‘precaveu-se’.

Lúcia Vaz Pedro

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