Os Gatos Não Têm Vertigens conquistou os quatro principais prémios, incluindo o de melhor filme, melhor realizador e melhor actriz (Maria do Céu Guerra) e actor (João Jesus).

O filme ganhou também os prémios de melhor argumento original (Tiago Santos), melhor banda sonora original (Luís Cília) e melhor canção original, com o tema Clandestinos do Amor, de Ana Moura.

O filme de António-Pedro Vasconcelos venceu ainda nas categorias de melhor montagem (Pedro Ribeiro) e melhor som (Vasco Pedroso, Branko Neskov e Elsa Ferreira).

Já Os Maias – Cenas da Vida Romântica, de João Botelho, visto nos cinemas por mais de 114 mil espectadores em 2014, venceu sete categorias, incluindo melhor actor e actriz secundários, atribuídos a João Perry e Maria João Pinho.

Os prémios de melhor direcção artística (Silvia Graboeski), melhor direcção de fotografia (João Ribeiro), melhor caracterização (Sano de Perpessac), melhor maquilhagem e cabelos (Sano de Perpessac) e de melhor guarda- roupa (Sílvia Graboeski) foram igualmente conquistados por Os Maias – Cenas da Vida Romântica.

Já o prémio de melhor curta-metragem-documentário coube a O Meu Outro País, de Solveig Nordlund, e o de melhor documentário em longa-metragem foi entregue ao filme E agora? Lembra-me, de Joaquim Pinto.

A Academia Portuguesa de Cinema homenageou Manoel de Oliveira na cerimónia dos Prémios Sophia, exibindo passagens de filmes da vasta obra do realizador, que morreu nesta quinta-feira, na sua casa no Porto, aos 106 anos.

“Foi um mestre e um exemplo, queremos lembrá-lo hoje e sempre”, foram as palavras que a Academia Portuguesa de Cinema dirigiu ao realizador e que mereceram uma longa ovação dos actores, apresentadores e realizadores que encheram a sala do Centro Cultural de Belém, onde se realizou a gala.

Antes do início da cerimónia de entrega dos prémios Sophia 2015, a academia evocou a vida e obra de Manoel de Oliveira com a passagem de alguns filmes, como o Aniki Bobó, a primeira longa-metragem do realizador, de 1942.

Os prémios Sophia foram lançados em 2012, para distinguir os profissionais do cinema nacional pelos próprios pares, e incluem cerca de duas dezenas de categorias.

A Academia Portuguesa de Cinema foi fundada em 2011 e é presidida pelo produtor Paulo Trancoso.

Foto: O realizador António-Pedro Vasconcelos (D) troca impressões com a atriz Maria do Céu Guerra (C) e com o ator Nicolau Breyner (E) durante as filmagens do filme “Os gatos não têm vertigens”, em Lisboa, 17 de junho de 2013. (ACOMPANHA TEXTO) . JOÃO RELVAS/LUSA

 

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