No que diz respeito à China, foi lançada a estratégia e os alicerces, e agora o processo desenvolve-se naturalmente. É preciso termos em conta as mutações que sucederam entretanto do ponto de vista dos recursos humanos.

Em 2013, haveria 12 ou 13 universidades com o português no interior da China.

Quando saí, em 2018, havia já 44 universidades com português no interior da China.

Neste momento são mais de 55.

Este é um crescimento brutal. Durante este tempo, os jovens docentes chineses foram fazendo as suas formações, fizeram mestrados e começaram os seus doutoramentos.

Quando eu deixei Macau, em 2018, deveria haver, no interior da China, três ou quatro docentes de português com doutoramento. Neste momento, já lhe perdia a conta. Quase todos os meses tenho notícias de que há professores que conheço que se doutoraram numa universidade portuguesa, ou de Macau ou brasileira. Este processo cresceu brutalmente, e isto significa que as instituições de ensino superior da China e os seus departamentos de português criaram condições para eles próprios se desenvolverem.

A grande mudança é esta, é a maturidade. Os departamentos de português estão a ganhar maturidade na China.

Carlos André esteve seis anos em Macau, onde liderou o Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau (IPM).

Se deixar de haver interesse pelo português na China, obviamente que isto cai, mas eu não acredito que deixe de haver porque os países de língua portuguesa representam um peso enormíssimo no plano internacional.

Na próxima década, África vai ter um crescimento populacional superior a qualquer outra parte do mundo. Angola e Moçambique vão ser dois países enormes daqui a 2050.

Com o crescimento do mundo de língua portuguesa, e esperemos que com a estabilização do Brasil, obviamente que haverá mais interesse pelo português no interior da China, porque obviamente esse interesse não é só cultural, mas é material. Ler o artigo completo

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