8 March 2021
O físico Silvestre Humbelina explica através de uma figura a forma como através de um eclipse do sol foi comprovada a Teoria da Relatividade Geral, no local onde terá sido colocado o telescópio que permitiu observar e fotografar o fenómeno, na Roça Sundy. Foi o momento final de uma caminhada cientifica intitulada "Trilhos da Ciência", iniciativa incluída na comemorações do centenário da comprovação da Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein, Príncipe, S. Tomé e Príncipe, 28 de maio de 2019. NUNO VEIGA/LUSA

Oeiras oferece planetário à ilha do Príncipe

Santo António, São Tomé e Príncipe, 29 mai 2019 (Lusa) – A Câmara de Oeiras vai financiar a construção de um planetário na ilha do Príncipe, onde há 100 anos foi comprovada a Teoria da Relatividade Geral de Einstein durante um eclipse solar total, segundo um protocolo hoje assinado.

O acordo, que foi assinado pelo Presidente do Governo Regional do Príncipe, José Cardoso Cassandra, e pelo presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, prevê a “aquisição de um planetário para o Espaço Ciência e História Sundy”, inaugurado hoje na roça com o mesmo nome, no dia em que passam 100 anos da comprovação da Teoria da Relatividade Geral do físico alemão Albert Einstein, durante um eclipse solar total observado na ilha do Príncipe e em Sobral, Brasil.

O planetário está orçado em 30 mil euros, prevê-se no protocolo.

O Governo Regional do Príncipe e o município de Oeiras têm um acordo de geminação desde 1997.

“A génese da geminação tem a ver com o facto de em Oeiras termos uma comunidade africana muito forte, a mais importante é a de Cabo Verde, mas temos muitos são-tomenses, angolanos, moçambicanos e até timorenses”, disse aos jornalistas o autarca de Oeiras.

Antes, a maioria destes imigrantes vivia em “condições muito frágeis” e, quando a Câmara de Oeiras iniciou os seus realojamentos, procurou uma aproximação a municípios dos países de origem, para facilitar a integração social destas comunidades, explicou Isaltino Morais.

No Príncipe, a Câmara de Oeiras financiou recentemente a construção de um parque infantil. A recuperação do centro cultural e a iluminação pública das ruas de Santo António, capital do Príncipe, são outros projetos desenvolvidos no âmbito da geminação.

Além do planetário, o município de Oeiras vai apoiar a ampliação do liceu local.

Outra cidade que tem um acordo de geminação com o Príncipe é a de Aveiro, há 30 anos.

“A cooperação foi muito centrada na área da educação e na área hospitalar, com Aveiro a financiar o desenvolvimento da rede pré-escolar e do hospital”.

As duas partes assinaram agora uma declaração definindo novos objetivos: “Os desafios que temos no futuro são obviamente diferentes. Em primeiro lugar, os valores ambientais. O Príncipe é hoje um exemplo como reserva da biosfera da UNESCO”.

Por outro lado, Aveiro, que tem apostado nas novas tecnologias, quer também cooperar com o Príncipe nesta área, disse o autarca.

Nas comemorações do centenário da validação da teoria de Einstein, marcou presença o Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, o chefe de Estado são-tomense, Evaristo Carvalho, o primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, e o Presidente do Governo Regional do Príncipe, José Cardoso Cassandra.

JH // VM – Lusa/Fim

Cinco minutos e dois segundos durou o eclipse do sol que revelou o génio de Einstein ao mundo. O primeiro teste à Teoria da Relatividade foi passado com distinção no dia 29 de maio de 1919. Fotografias tiradas em São Tomé e Príncipe e no Brasil confirmaram os cálculos do físico sobe o encurvamento dos raios luminosos. A lei da gravidade de Newton fora destronada e o universo nunca mais seria o mesmo. Mas porque é que um eclipse era tão importante para confirmar esta teoria? O astrónomo Máximo Ferreira explica o que acontece quando fica de noite em pleno dia.

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