A Turquia e Marrocos são dois dos países que já manifestaram a vontade de ter o estatuto de país observador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje à Lusa o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros.

“O Japão já manifestou interesse em adquirir o estatuto de país observador da CPLP, à semelhança do que já fizeram países como a Namíbia, Marrocos, a Suazilândia ou a Turquia”, disse Luís Campos Ferreira em declarações à Lusa à margem da apresentação da Consumare – organização dos direitos dos consumidores dos países lusófonos, que decorre hoje em Lisboa.

“O prestígio do mundo lusófono fica bem patente pela progressiva importância da CPLP, como fica demostrado pelo número de países que já têm o estatuto de observadores associados, como é o caso da Guiné Equatorial, do Senegal e das Ilhas Maurícias, e de outros que pretendem adquirir esse mesmo estatuto, nomeadamente, a Namíbia, Marrocos, a Suazilândia ou a Turquia e também o Japão”, disse o governante.

Questionado sobre se a inclusão de países que não têm falam português não desvirtua a CPLP, Campos Ferreira sublinhou que “o estatuto de observador não exige que falem português, ao contrário do estatuto de pleno direito”.

Sobre o caso da Guiné Equatorial, que deverá ver confirmada na cimeira de julho a sua entrada como membro de pleno direito, no seguimento da introdução de uma moratória sobre a pena de morte e a adoção do português como língua oficial, o governante afirmou que “o objetivo é que o ensino do português se torne uma realidade substancial nos próximos anos”, mas vincou que “o português já é língua oficial na Guiné Equatorial desde 2011”.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

MBA // VM – Lusa/Fim

 

Os chefes de Estado e de Governo dos Estados Membros da Comunidade dos Paises de Lingua Portuguesa, (E-D) o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, de Cabo Verde, Mascarenhas Monteiro, de Portugal, Jorge Sampaio, o Primeiro Ministro português, António Guterres, da Guiné-Bissau, João Bernardo Nino Vieira, de Moçambique, Joaquim Chissano, representante de de São Tome e Príncipe,  Armindo Vaz d’Almeida e o Secretário Geral da CPLP, Marcelino Moco, . Por trás os Ministros dos Negócios Estrangeiros, durante a Cimeira Constitutiva da CPLP, que decorreu no Centro Cultural de Belém a 17 de julho de 1996. INACIO ROSA / LUSA

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