Na mostra, há o histórico do festival e um pouco da biografia e fotos do Prémio Nobel de literatura, que podem ser apreciados pelos cerca de 60 mil passageiros que passam diariamente pela estação Corinthians-Itaquera, onde o material está exposto.

Também não faltam referéncias às personagens Baltasar Sete Sóis e Blimunda Sete Luas, do livro “Memorial do Convento”, de Saramago, que inspiraram o nome do festival e o seu símbolo, a passarola.

A primeira aeronave a conseguir levantar voo que, no livro, é construída pelas personagens, numa recriação do feito de Bartolomeu de Gusmão, representa “uma metáfora dos sonhos e da liberdade utópica”, segundo os organizadores do festival.

Na exposição está também a reprodução de 18 cartazes e manifestos produzidos para o Festival Sete Sóis Sete Luas por diversos artistas, inclusive o de 2013, desenhado pelo italiano Ugo Nespolo.

Estão ainda disponíveis reproduções de cartas trocadas por Saramago e pelo diretor do evento, o italiano Marco Abbondanza. “À minha vida não têm faltado prémios, mas nenhum como este”, escreveu o Prémio Nobel sobre o festival.

A mostra, feita com apoio dos Correios, decorre no mês em que o Brasil recebe a 21.ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas, entre 14 e 16 de novembro, nas cidades de Aquiraz e Pacatuba, no Ceará, na região nordeste do país.

Entre os participantes, estão os músicos do grupo Korrontzi, do País Basco, e o português Custódio Castelo, segundo o programa dos organizadores.

Em 21 anos de existência, o festival cultural já passou por diversas cidades, de 13 países, Grécia, Espanha, Cabo Verde, França, Marrocos, Croácia, Brasil, Romênia e Tunísia, Israel, Itália, Eslovénia e Portugal.

FYB // MAG – Lusa/Fim

Foto: Uma mulher segura o livro “Memorial do Convento” de  José Saramago no funeral do escritor, 20 de junho de 2010. EPA/MANUEL DE ALMEIDA .

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