1 March 2021
O metro de São Paulo recebe até o dia 30 de novembro uma exposição em homenagem a José Saramago e aos 20 anos do Festival Sete Sóis Sete Luas, lançado originalmente por um grupo de estudantes italianos.

Obra de José Saramago em exposição no Metro de São Paulo

Na mostra, há o histórico do festival e um pouco da biografia e fotos do Prémio Nobel de literatura, que podem ser apreciados pelos cerca de 60 mil passageiros que passam diariamente pela estação Corinthians-Itaquera, onde o material está exposto.

Também não faltam referéncias às personagens Baltasar Sete Sóis e Blimunda Sete Luas, do livro “Memorial do Convento”, de Saramago, que inspiraram o nome do festival e o seu símbolo, a passarola.

A primeira aeronave a conseguir levantar voo que, no livro, é construída pelas personagens, numa recriação do feito de Bartolomeu de Gusmão, representa “uma metáfora dos sonhos e da liberdade utópica”, segundo os organizadores do festival.

Na exposição está também a reprodução de 18 cartazes e manifestos produzidos para o Festival Sete Sóis Sete Luas por diversos artistas, inclusive o de 2013, desenhado pelo italiano Ugo Nespolo.

Estão ainda disponíveis reproduções de cartas trocadas por Saramago e pelo diretor do evento, o italiano Marco Abbondanza. “À minha vida não têm faltado prémios, mas nenhum como este”, escreveu o Prémio Nobel sobre o festival.

A mostra, feita com apoio dos Correios, decorre no mês em que o Brasil recebe a 21.ª edição do Festival Sete Sóis Sete Luas, entre 14 e 16 de novembro, nas cidades de Aquiraz e Pacatuba, no Ceará, na região nordeste do país.

Entre os participantes, estão os músicos do grupo Korrontzi, do País Basco, e o português Custódio Castelo, segundo o programa dos organizadores.

Em 21 anos de existência, o festival cultural já passou por diversas cidades, de 13 países, Grécia, Espanha, Cabo Verde, França, Marrocos, Croácia, Brasil, Romênia e Tunísia, Israel, Itália, Eslovénia e Portugal.

FYB // MAG – Lusa/Fim

Foto: Uma mulher segura o livro “Memorial do Convento” de  José Saramago no funeral do escritor, 20 de junho de 2010. EPA/MANUEL DE ALMEIDA .

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