28 February 2021
Reforçar o papel da sociedade civil na defesa da língua é o grande objetivo do encontro "Língua Portuguesa, Sociedade Civil e CPLP", que decorre esta manhã na Universidade do Algarve.

O futuro da Língua Portuguesa, aqui, em debate

Reforçar o papel da sociedade civil na defesa da língua é o grande objetivo do encontro “Língua Portuguesa, Sociedade Civil e CPLP”, que decorre esta manhã na Universidade do Algarve. A conferência está dividida em seis blocos, que englobam três linhas de debate.

A sessão de abertura, às 9h30, conta com a presença do Secretário-Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), dos ministros dos Negócios Estrangeiros de Moçambique e do Ensino Superior de Cabo-Verde, e do embaixador Eugénio Anacoreta Correia, um dos ativistas deste encontro.

No 1º painel, a intervenção de Guilherme d’Oliveira Martins, na qualidade de presidente da Assembleia Geral do Observatório de Língua Portuguesa,  aborda o tema “A Sociedade Civil no Espaço da Língua Portuguesa”. O 2º painel versa sobre a sociedade civil e o “Ensino da Língua Portuguesa”.

No início da tarde, o terceiro painel discute a “Difusão Pública da Língua”, ou seja a importância dos órgãos de comunicação social na promoção da língua portuguesa.
Pelas 16h30 tem início o painel “A Sociedade Civil e o Valor Económico da Língua Portuguesa” – terceira e última linha de debate desta conferência,  que funciona como um fórum de debate preparatório para a 2ª conferência internacional organizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através do Instituto da Cooperação e da Língua.

“O desenvolvimento não pode vir do exterior”

Um provérbio oriental “ensina-nos que eu vendo na língua do meu cliente e compro na minha língua”, diz Anacoreta Correia, lembrando que “a língua é uma expressão de identidade. E essa identidade passa pela cultura, pelos afetos e pelas expetativas”.

Expetativas essas que podem ter um papel preponderante na forma como se conduzem negócios. “Uma língua tem uma expressão de sucesso nos negócios”, lembra Anacoreta Correia. “Quando um português vai trabalhar para outro país” de expressão lusófona, leva consigo um elo de comunicação que é a língua.

A Universidade do Algarve (UA) “tem condições excelentes para acolher este encontro. É um caso de descentralização, e está muito voltada para o ensino de estudantes dos países africanos de expressão portuguesa”, diz Anacoreta Correia.

“Temos cerca de mil alunos estrangeiros, de 60 nacionalidades diferentes,  a frequentar os três graus da nossa oferta de ensino [licenciatura, mestrado e doutoramento]”, disse ao Expresso, João Guerreiro, reitor da Universidade do Algarve. “Perto de 400 são dos países africanos de expressão portuguesa. Temos acordos com Angola e Cabo Verde para dar aulas por videoconferência”, acrescenta o reitor da UA.

“Neste momento de crise, a língua dá-nos um mundo muito maior do que aquele em que vivemos”, lembra o embaixador Eugénio Anacoreta Correia, promotor deste encontro na qualidade de Coordenador da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa e Presidente do Observatório da Língua Portuguesa.

Fonte: Expresso

 

Fotos CPLP

– Júlio Pedrosa – Universidade de Aveiro; Murade Isaac Miguigy Murargy – Secretário Executivo da CPLP; Ana Paula Laborinho – Camões , Instituto de Cooperação e da Língua; João Guerreiro – Reitor da Universidade do Algarve; Rogério Bacalhau – Presidente da Câmara de Faro; Teresa Botelheiro – AULP.

– Ricardo Pereira, da TV Globo, Helena Borges da Gulbenkian e Graça Franco da Renascença, no painel “Sociedade Civil e a Difusão da Lingua Portuguesa!

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