João Malaca Casteleiro, à margem de um seminário sobre “O uso do dicionário e estratégias de ensino do vocabulário na aprendizagem do português como língua estrangeira”, no Instituto Politécnico de Macau pronuncia-se sobre o ensino do Português na China.

A China, segunda economia mundial, tem apostado fortemente no ensino do português com o objetivo de reforçar as relações comerciais com os países de língua portuguesa, sendo o Brasil e Angola já dois dos seus principais parceiros comerciais a nível global.

Esta aposta da China no ensino do português tem sido sobretudo aproveitada pelo Brasil, através do envio de professores, mas Malaca Casteleiro considerou que Portugal também “não tem os meios financeiros para apoiar mais”.

O linguista realçou, porém, que “não há problema nenhum em ser o Brasil a apoiar, pois quantos mais países ajudarem a promover a língua portuguesa, melhor”.

Na Região Administrativa Especial chinesa, o linguista disse ter constatado “com grande satisfação e sem surpresa que o português tem sido extremamente acarinhado e promovido”.

“Instituições locais, como o Instituto Politécnico de Macau, têm também desenvolvido trabalho de apoio ao ensino do português na China”, acrescentou.

Em Macau, o português é língua oficial, a par do chinês, mas o novo acordo ortográfico não foi ainda implementado, situação que Malaca Casteleiro acredita que se irá “resolver por influência dos outros países e instituições que também estão a aplicar o acordo”.

“Já fiz em Macau uma apresentação do novo acordo ortográfico e houve uma grande recetividade, porque ele facilita a aprendizagem do português, mas aqui haverá talvez alguma questão jurídica, legal” para não ter sido ainda implementado, concluiu.

PNE // VM.

Lusa/Fim (adaptado)

Foto: LUSA – Alunos chineses durante uma aula de português (03/11/2010)

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