“É preciso que da parte da língua portuguesa e das autoridades se reconheça os crioulos como fazendo parte da grande família, do grande património mundial da língua portuguesa”, afirmou, lembrando que o crioulo é “filho” do português, língua com a qual tem uma relação de “afeto” e “reconhecimento”.

António Correia e Silva falava aos jornalistas à margem da sessão de abertura da conferência “Língua Portuguesa, Sociedade Civil e CPLP”, que hoje decorre no “campus” de Gambelas da Universidade do Algarve (UAlg).

O governante defendeu que é preciso tirar partido da pluralidade linguística existente no espaço lusófono para relançar o português, mas lembrou que é preciso fazer um investimento na formação de professores, através da comunicação social, para o ensino do português enquanto segunda língua.

O ministro contou que, no seu tempo de escola primária, se partia do princípio que eram todos portugueses “do Minho a Timor”, razão pela qual não se ensinava a um português a sua própria língua materna.

“A entrada na escola, o encontro com a língua portuguesa era um ‘encontrão’, traumatizante”, descreveu, defendendo que hoje as pessoas devem ter consciência de que há outras línguas em convivência com o português.

António Correia e Silva defendeu ainda que é preciso explorar as potencialidades dos mais de 200 milhões de cidadãos que integram a CPLP e sair das declarações políticas e da boa vontade, transformando as ideias em projetos.

MAD // APN – Lusa/Fim

Fotos: CPLP

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