“O centro estará operacional muito em breve, é uma questão de semanas. Vamos assinar o memorando e a partir daí fica operacional esta cooperação. Digamos que o centro começa a funcionar já a semana que vem”, disse à Lusa o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, que explicou que este será um centro “de inovação e transferência de tecnologia” vocacionado para a investigação em materiais avançados como os materiais biomédicos ou os nano materiais.

Este centro, que ficará sedeado na Universidade de Zhejiang, pode ver o seu âmbito de investigação evoluir para a biotecnologia ou as ciências de computação, de acordo com o ministro, que valorizou o interesse demonstrado pelas entidades portuguesas que decidiram juntar-se à comitiva ministerial.

“É muito importante, porque demonstra o interesse de uma série de entidades em cooperar com a China nestes programas de investigação”, afirmou.

Crato destacou também a visibilidade que está a ser dada à visita por parte do seu homólogo chinês, considerando que “abre outras portas e dará outro ânimo aos investigadores interessados nesta colaboração”

O centro não vai implicar qualquer investimento financeiro direto, uma vez que a sua base de funcionamento será a do aproveitamento de recursos já existentes. E se do lado chinês se prevê que a investigação se desenvolva na sede do novo centro, do lado português a cooperação será centralizada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), mas a investigação estará descentralizada, desenvolvendo-se nas universidades e centros de investigação interessados nesta colaboração.

No decorrer da visita oficial, que tem a duração de cinco dias, Nuno Crato deverá reunir-se com o seu homólogo, o ministro da Ciência e Tecnologia da República Popular da China, Professor Wan Gang, e visitar diversas universidades e centros de investigação.

“Em todos esses locais as pessoas que vão connosco vão ter a oportunidade de interagir com os seus congéneres chineses, e aí poderão surgir novas oportunidades de investigação conjunta”, referiu Nuno Crato.

A visita oficial do ministro da Educação e Ciência é uma visita de retorno a um contacto inicial estabelecido em junho do ano passado, quando o homólogo chinês de Nuno Crato se deslocou a Portugal e foi assinado um memorando de entendimento que previa a cooperação em ciência, tecnologia e investigação.

O ministro Nuno Crato admitiu que desta viagem possam surgir outras parcerias ao nível do ensino superior, mas frisou que se vai falar sobretudo de ciência ao longo da semana da visita.

O presidente da FCT, Miguel Seabra, faz parte da comitiva portuguesa, que conta ainda com responsáveis de diversas instituições, universidades e empresas.

Responsáveis do Instituto Superior Técnico e de outras cinco universidades (Minho, Porto, Aveiro, Nova de Lisboa, Trás-os-Montes e Alto Douro) assim como do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa são algumas das personalidades convidadas para esta visita.

Representantes do Centro de Ciências do Mar, o INEB – Instituto de Engenharia Biomédica, o BIOCANT – Associação de Transferência de Tecnologia, a Energy Pulse Systems, a LUSOFORMA e o Laboratório Ibérico de Nanotecnologia também fazem parte da comitiva da visita à China.

IMA/SIM // GC. – Lusa/fim


Fotos:

– O Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato (R) cumprimenta o Ministro da Ciência e Tecnologia da República Popular da China, Wan Gang (L), 25/06/2012.

– Nuno Crato, 25/06/2012, MIGUEL A. LOPES/LUSA

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