Lisboa, 20 nov (Lusa) – O ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa lançou hoje uma cátedra de gestão nos países de língua portuguesa que visa qualificar as relações no bloco económico lusófono, promovendo parcerias entre investigadores e partilha de informação académica.

Segundo o reitor do ISCTE, Luís Antero Reto, o objetivo da cátedra “Gestão em Organizações Públicas e Privadas nos Países de Língua Portuguesa” é criar uma rede de instituições de ensino superior de cada um dos países que desenvolva investigação aplicada, a pedido das empresas, para aproveitar a língua comum.

“A cátedra tem três dimensões: uma lógica científica, uma revista científica renovada e um MBA global para os países de língua portuguesa”, resumiu Nuno Crespo, um dos coordenadores do projeto, realizado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro.

Nesse sentido, a atual Revista Portuguesa e Brasileira de Gestão, até agora editada pelo ISCTE e pela fundação brasileira, passará a designar-se Revista de Gestão dos Países de Língua Portuguesa, juntando a Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto (Angola) e o Instituto Superior de Transportes e Comunicações (Moçambique).

Trata-se de uma “investigação académica aplicada ao mundo empresarial”, explica Roberto Pimenta, da Fundação Getúlio Vargas, onde irá ser feita uma nova apresentação da cátedra em abril de 2015.

Segundo os promotores, este projeto visa responder à procura de trabalho académico dedicado por parte de empresas do mundo lusófono.

“Há um grande dinamismo económico que tem de ser aproveitado pelas instituições académicas”, salienta Nuno Crespo.

Nos países africanos e no Brasil, o ISCTE conta com 600 alunos de mestrado e doutoramento. No entanto, a instituição nunca investiu no ensino do português porque a prioridade tem sido abordar outras áreas académicas, como a gestão ou sociologia.

“Nós nunca nos preocupámos com o ensino da língua mas sim com a investigação e o ensino que por acaso é feito em português”, diz o reitor, que destaca a importância de uma língua comum, facilitadora da troca de bens e de experiências.

“A língua é um facilitador de negócios”, admite Luís Reto, considerando que o facto de os países terem o mesmo idioma “acaba por diminuir os custos de transação”.

PJA // EL – Lusa/FimISCTE - IUL
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