8 March 2021
A introdução de uma cátedra de português científico na área da educação e investigação na Universidade de Cabo Verde (UNI-CV) está "para breve", afirmou hoje, na Cidade da Praia, a presidente do instituto Camões.

Nova cátedra de Português na Universidade de Cabo Verde

Ana Paula Laborinho, responsável máxima do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que cumpre hoje o segundo e último dia de uma visita de trabalho ao arquipélago, adiantou que as negociações estão avançadas e que o projeto poderá ser apresentado na 3.ª Cimeira Portugal/Cabo Verde, agendada de 14 a 16 de dezembro próximo, em Lisboa.

O projeto enquadra-se na já antiga cooperação entre o instituto Camões e com os ministérios cabo-verdianos da Educação e Desporto e do Ensino Superior, Inovação e Ciência, que envolve também a capacitação de professores, a avaliação do sistema educativo e a divulgação da ciência.

“Além de todo o trabalho que já tem sido feito com a UNI CV, onde estamos a procurar lançar uma Cátedra de Português – Língua 2.ª, projeto que esperamos que possa também ter boas consequências para o apoio científico ao trabalho no setor da educação. Será muito em breve. Já estamos na fase final de negociação do protocolo e esperamos que possa ser apresentado na cimeira”, indicou.

Sobre o Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), cuja sede situa-se na Cidade da Praia, Ana Paula Laborinho referiu que é intenção do Camões continuar a trabalhar com a instituição, mas lamentou a falta de meios financeiros, aludindo ao facto de alguns dos Estados membros da CPLP não poderem pagar as quotas.

“O IILP é uma das nossas prioridades. Temos cumprido todas as obrigações, inclusive a de estarmos sempre presente em todas as reuniões”, salientou, admitindo que todos os países que ainda não pagaram passam por dificuldades.

“O IILP tem um papel próprio, queremos trabalhar com ele. O anterior diretor (Gilvan Oliveira) fez um trabalho notável, levando o IILP à cena internacional, procurando muitas parcerias e, apesar de se dizer que não tem a ação que devia ter, tem vindo a crescer na sua intervenção nas políticas de língua da CPLP”, acrescentou.

Quanto à sucessivamente prometida Escola Portuguesa em Cabo Verde, Ana Paula Laborinho disse não poder adiantar pormenores, indicando que já há o terreno (Cidadela) e que tem havido contactos técnicos e desenvolvimentos e que o processo “é longo”, razão pela qual não avança com uma data.

Sobre a vinda a Cabo Verde, a presidente do instituto Camões salientou a vontade de reforçar a cooperação na área da Educação, na sequência da visita efetuada pelo ministro português Nuno Crato, em julho último.

“Estamos aqui para uma missão de trabalho para fazer um levantamento das várias áreas em que pode ser desenvolvida essa colaboração”, sintetizou, lembrando também ter sido essa a razão da realização da primeira reunião da subcomissão do ensino não superior, agora autonomizada.

JSD // PJA – Lusa/Fim


Fotos:
– Ana Paula Laborinho, 11 de janeiro de 2010. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

– Réplica da Torre de Belém, no Mindelo. Ilha de São Vicente, 13 de Novembro 2009, Cabo Verde. OMAR CAMILO / LUSA

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