Estes três países vão juntar-se ao Senegal, às ilhas Maurícias e à Guiné Equatorial com estatuto de observadores. Entretanto, a Guiné Equatorial espera passar ainda durante esta cimeira a membro de pleno direito, depois da aceitação do seu pedido a nível ministerial.

Uma possível adesão da Namíbia é justificada pelo facto de albergar uma grande comunidade angolana, assim como por o país manter “ótimas relações diplomáticas” com os Estados-membros da CPLP.Quanto à Turquia e à Geórgia, a adesão “está relacionada com os seus interesses na desenvoltura de novas culturas e pela similitude de alguns traços identitários, como a alimentação, sobretudo com o caso de Portugal”.

A diretora-geral da CPLP, a economista Georgina Mello, apontou também o interesse do Japão, Perú e de Marrocos em candidatarem-se à observadores da CPLP, admitindo que “estas três candidaturas estão ainda em fase preparatória”.

Japão defende a entrada como observador por razões históricas e “visão gastronómica” relativamente a Portugal, assim como pela enorme comunidade nipónica residente no Brasil. O Perú, diz Georgina Mello, aponta a conveniência de relacionamento com os países africanos e pela ligação com Brasil e Portugal.

Já com o Marrocos, “com processo relativamente atrasado”, pesam na sua intenção o “histórico” no relacionamento com as lutas independentistas em África, assim como a sua união gastronómica com Portugal.

A 10ª cimeira da CPLP marcará a passagem da presidência da comunidade de Moçambique para Timor-Leste, e terá como tema “A CPLP e a globalização”.

C/Panapress

Fonrte: A Semana

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