5 March 2021
O Movimento Patrimonial da Música Portuguesa (MPMP) apresentou hoje o projeto “Música portuguesa em viagem: um festival de sons celebrando os melhores nomes da música clássica portuguesa”, que estará em digressão no Brasil, em março.

Movimento Patrimonial da Música Portuguesa efetua digressão ao Brasil

Domingos Bomtempo e Fernando Lopes-Graça são dois dos compositores em destaque na digressão ao Brasil, de 13 a 31 de março, organizada pelo Movimento Patrimonial da Música Portuguesa (MPMP), disse à Lusa o diretor artístico Edward Ayres d’Abreu.

A digressão é apresentada pelo MPMP como a “Música portuguesa em viagem: um festival de sons celebrando os melhores nomes da música clássica portuguesa”.

No total estão agendadas cinco conferências pelo compositor e musicólogo Edward Luiz Ayres d’Abreu e 12 concertos pelo quarteto de arcos do Ensemble da MPMP, pelos pianistas Duarte Pereira Martins e Philippe Marques, e a soprano Ana Paulo Russo, que participa na digressão.

Os programas a apresentar incluem “peças de mais de vinte compositores portugueses, desde o barroco Carlos Seixas até aos contemporâneos, passando pelos clássicos, com destaque para João Domingos Bomtempo, românticos e modernos, destacando Fernando Lopes-Graça”, explicou à Lusa, Edward Ayres d’Abreu.

O compositor e musicólogo Edward Luiz Ayres d’Abreu apresentará cinco conferências “em torno dos desafios que se colocam à produção e circulação da música erudita dos países de Língua Portuguesa”.

Ao mesmo tempo irá fazer “um panorama histórico sobre as relações musicais luso-brasileiras” e divulgar “a revista Glosas, cujo décimo número, em que participaram diversas personalidades dos meios musicais brasileiro e português, acaba de ser lançado”, disse.

A digressão abre no dia 13 de março, às 20:00 locais, no auditório da Embaixada de Portugal, em Brasília, com música para piano de compositores brasileiros e portugueses, a duas e quatro mãos.

No dia 16 março, na Universidade Federal de Goiás/Centro Cultural, em Goiânia, é apresentado o programa “o piano português no século XX”, também a duas e a quatro mãos.

Em Belo Horizonte, na Fundação de Educação Artística, no dia 18, é apresentado o programa “De Bomtempo a Lopes-Graça — o piano português”, e, no dia seguinte, nesta mesma cidade de Minas Gerais, na Universidade local, é apresentada a palestra “A produção e circulação da música clássica dos países de língua portuguesa”, por Ayres d’Abreu, seguindo-se a apresentação do CD “Mosaic”, de João Pedro Oliveira.

No dia 20, em Brasília, novamente no auditório da Embaixada de Portugal, o Quarteto d’Arcos interpretará obras de Almeida Mota, Luís de Freitas Branco e Eurico Carrapatoso.

No dia seguinte, em Salvador, na Universidade Federal da Bahia, Ayres d’Abreu apresenta, de manhã, a palestra efetuada em Belo Horizonte. No dia 22, também de manhã, nesta mesma instituição, é apresentado um programa para teclas de autores portugueses dos séculos XVIII e XX, “Tocatas, prelúdios, flores, glosas…”.

Dia 24, já em S. Paulo, na Universidade Mackenzie, ao final da tarde, Ayres d’Abreu volta a apresentar “A produção e circulação da música clássica dos países de língua portuguesa”, e, neste mesmo dia, em Salvador, é apresentado o programa “A canção em língua portuguesa – uma panorâmica”, com Ana Paula Russo.

No dia 25, ao final da tarde, na Escola de Música do Estado de São Paulo Tom Jobim, Ayres d’Abreu volta a apresentar a sua conferência, e, no dia seguinte, no Centro Cultural São Paulo, à noite, segue-se o percurso musical “De Bomtempo a Lopes-Graça – o piano português”.

No dia 26, no Rio de Janeiro, realizam-se duas iniciativas, às 18:00 locais, a palestra de Ayres d’Abreu, na Academia Brasileira de Música, logo seguida do recital “A canção em língua portuguesa – uma panorâmica”, com a soprano Ana Paula Russo. A soprano estreou, em 2011, a ópera “A Rainha Louca”, de Alexandre Delgado, e, em março de 2012, cantou na estreia moderna de “O Basculho de Chaminé”, de Marcos Portugal.

No dia 27, na capital carioca, Rio de Janeiro, no Real Gabinete Português de Leitura, o Quarteto d’Arcos interpreta obras de Almeida Mota, Freitas Branco e Eurico Carrapatoso, sendo o mesmo programa apresentado no dia seguinte, às 18:00 locais, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

No derradeiro dia da digressão, 31 de março, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, é apresentado o recital “De Bomtempo a Lopes-Graça — o piano português”.

NL // MAG – Lusa/Fim

Foto: O maestro Pedro Carneiro dirige a Orquestra de Câmara Portuguesa Zero, num dos espetáculos dos “Dias da Música em Belém”, a decorrer no Centro Cultural de Belém nos dias 19, 20 e 21 de abril em Lisboa, 20 de abril de 2013. MIGUEL A. LOPES / LUSA

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