Morte inesperada e perda irreparável no, infelizmente, restrito mundo dos que, na Academia e no espaço público, insistem em estudar e divulgar as obras e os autores de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

À frente da Sociedade de Língua Portuguesa, onde sucedeu a Fernando Silvan, o injustamente esquecido poeta timorense, Elsa Rodrigues dos Santos travou um combate entusiasta, difícil e informado, na defesa e divulgação da nossa Língua, atenta às variantes africana e brasileira que tanto a enriquecem.

Especialista da obra de um dos poetas fundadores da cabo-verdianidade, Elsa Rodrigues dos Santos publicou “As Máscaras Poéticas de Jorge Barbosa e a Mundividência Cabo- -Verdiana”, Caminho, 1989, com prefácio de Manuel Ferreira; “Jorge Barbosa – Poesia Inédita e Dispersa”, prefácio, organização e notas. É autora de numerosos ensaios e textos de divulgação, com destaque para os estudos sobre os 50 anos da revista Claridade (Cabo Verde) e sobre os poetas Corsino Fortes e Arménio Vieira. Colaborou na obra “Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa”, organizada por Pires Laranjeira. É autora de várias publicações no âmbito das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa.

Natural de Lourenço Marques, actual Maputo, Moçambique, Elsa Rodrigues dos Santos, era licenciada em Filologia Românica e com o Mestrado em Literaturas Brasileira e Africanas de Língua Portuguesa pela Faculdade de Letras de Lisboa. Foi Professora do Ensino Secundário e Professora convidada da Universidade Lusófona e do Instituto Superior de Ciências Educativas.

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