Por enquanto, apenas existem “acordos bilaterais que decidiram a abertura de fronteiras”, mas “para que o cidadão em geral possa circular no espaço, isso ainda vai demorar algum tempo”, admitiu o responsável, em entrevista à agência Lusa.

“Não posso dizer que seja no meu mandato [mais dois anos], mas [a abertura de fronteiras] vai acontecer nos próximos tempos. É uma realidade inevitável”, considerou.

A medida, na opinião de Murargy, permitirá aos cidadãos “sentir a existência da CPLP”.

Um dos principais obstáculos tem sido o facto de Portugal estar integrado no espaço Schengen é um grande obstáculo, o que limita a sua liberdade de decidir, mas o secretário-executivo mostrou-se confiante de que será possível encontrar uma solução.

O secretário-executivo condenou exigências atuais como a obrigação de mostrar o extrato da conta bancária para que seja emitido o visto.

“É perigoso e é contra a liberdade e privacidade da pessoa. Onde é que já se viu isto?”, questionou.

Murade Murargy criticou também que alguns Estados-membros da CPLP facilitem mais a circulação de cidadãos de países de fora da comunidade ou que, mesmo após a emissão de vistos, ainda sejam levantadas muitas questões e complicações na fronteira”.

“Temos de acabar com isto. Timor-Leste [que detém a presidência da CPLP nos próximos dois anos] está a trabalhar para que os ministros de Interior e da Administração Interna possam decidir no sentido de, no próximo conselho de ministros, em julho do próximo ano, possa haver já uma decisão de que algumas classes possam ter vistos”, afirmou.

Entre estas classes profissionais estão empresários, jornalistas, estudantes, artistas ou desportistas.

 

JH // PJA – Lusa/fim

Foto LUSA: O secretário executivo da CPLP, Murade Isaac Miguigy Murargy- Sede do Secretariado Executico da CPLP em Lisboa, 2 de abril de 2014. MIGUEL A. LOPES/LUSA

close
Subscreva as nossas informações
Partilhar