7 March 2021
Um graffiti escrito em mirandês numa parede de uma casa em Miranda do Douro, 17 de janeiro de 2019. Apesar do reconhecimento oficial, feito com a publicação da Lei que ficou conhecida como a “Lei do Mirandês”, promulgada em janeiro de 1999, a língua continua "a segunda língua oficial em Portugal mas a não ter um enquadramento institucional adequado", apontam os linguistas que se dedicam ao seu estudo. JOSÉ COELHO/LUSA

Mirandês: Mentor da lei apela a políticos para que ajudem a promover a língua

O antigo deputado Júlio Meirinhos, conhecido como mentor da chamada Lei do Mirandês, apela à classe política para que promova a segunda língua oficial em Portugal, não de forma “folclórica”, mas criando um debate sério em torno da temática.

Apesar do reconhecimento oficial, com a publicação em Diário da República em 29 de janeiro de 1999, o mirandês continua “a não ter um enquadramento institucional adequado”, sendo preciso ir mais além, em processos como a assinatura da Carta Europeia das Línguas Minoritárias (CELM) ou no ensino, onde há muito tempo estas ações são reclamada por autarcas, estudiosos, linguistas e falantes.

Em entrevista à agência Lusa, Júlio Meirinhos defende que o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) tem um papel “importantíssimo” para que esta língua seja reconhecida no Conselho da Europa.

“Há coisas que os particulares não conseguem fazer. Mas terá de haver entidades estatais que apoiem a segunda língua oficial em Portugal, que foi aprovada por unanimidade através da Lei n.º 7/99 na Assembleia da Republica, para que esta secular forma de comunicar prevaleça no futuro”, vincou o também antigo presidente da Câmara de Miranda do Douro. Ler o artigo completo.

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