São Paulo, Brasil, 09 set (Lusa) – O ministro português da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, disse que espera desenvolver projetos no Brasil, apesar de não ter firmado novas parcerias culturais naquele país, durante a viagem que terminou na quinta-feira, em São Paulo.

“Nem todas as visitas têm de resultar em acordos. Visitas como esta que fiz ao Brasil tem como objetivo conhecer melhor as pessoas e instituições, para depois estudarmos programas e projetos”, disse, em entrevista à agência Lusa.

Sobre os conhecimentos que travou, Castro Mendes mencionou que ainda é cedo para anunciar algo, mas mostrou-se satisfeito com a recepção que teve e as ideias que lhe foram apresentadas.

“Tive uma reunião muito boa na Pinacoteca [de São Paulo] com vários homens e mulheres [da área] da cultura do Brasil. Foi uma reunião informal onde me foram apresentados projetos muito interessantes. Não fizemos acertos formais, mas posso adiantar que são projetos da área da colaboração para publicação de livros, prémios literários e colaboração entre museus”, explicou à Lusa, em São Paulo, no termo de uma viagem ao Brasil.

Comentando sua participação na abertura da 32.ª Bienal de Arte de São Paulo, junto com o primeiro-ministro português, António Costa, Luís Filipe de Castro Mendes elogiou a comitiva de artistas portugueses, que mostram os seus trabalhos nesta exposição, e lembrou também os laços culturais que já existem entre Brasil e Portugal.

“A participação de cinco artistas portugueses nesta Bienal [de São Paulo] é realmente digna de nota […]. É muito importante que as parcerias continuem. O curador da Bienal de São Paulo, Jochen Volz, viajou para Portugal e sabemos que existe uma boa parceria entre curadores do Brasil e de Portugal. Penso que a dimensão das redes de relacionamento entre os curadores e os artistas já existe, mas também pode ser facilitada pelo Estado”, destacou.

Sobre sua passagem pela cidade do Rio de Janeiro, Castro Mendes comentou que o Governo português pretende criar um centro cultural no Brasil, a partir do Real Gabinete Português de Leitura, uma grande biblioteca voltada para a cultural lusófona que foi fundada em 1837, por membros da comunidade portuguesa.

“Esperamos criar, a partir do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, um grande centro cultural português voltado para a contemporaneidade. Este é o nosso desejo. Ainda não firmámos acordos, mas temos a intenção de dar maior projeção a esta instituição”, ressaltou.

Questionado se haveria a possibilidade de investimentos financeiros de Portugal na biblioteca brasileira, ele disse que não existe um projeto neste sentido, mas sim o desejo de se firmar uma parceria técnica.

“Estamos estudando uma ajuda em matéria de conteúdos e em mateira de gestão”, concluiu.

O apoio de Portugal ao Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro também foi um dos temas discutidos pelo primeiro-ministro português, António Costa, na sua passagem pelo Brasil.

António Costa visitou o local com Castro Mendes, e prometeu procurar uma solução, o mais breve possível, para viabilizar os custos de manutenção, restauro e de atividade daquela biblioteca.

CYR // MAG – Lusa/ Fim
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