2 March 2021
O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, Lisboa, 13 de julho de 2016. MÁRIO CRUZ/LUSA

Ministro português da Cultura em Macau para fórum entre China e países lusófonos

Macau, China, 04 jul (Lusa) – O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, viaja esta semana até Macau para participar num fórum cultural entre a China e os países lusófonos, que têm procurado, através da língua e da cultura, intensificar o intercâmbio.

O responsável pela pasta da Cultura vai estar presente, na sexta-feira, na abertura da exposição “Chapas Sínicas – Histórias de Macau na Torre do Tombo”, um conjunto de documentos em chinês que retrata a cooperação entre as autoridades chinesas e portuguesas em Macau durante a dinastia Qing (1693-1886).

Foto: “Hoje Macau” – 22 JUN 2018

As Chapas Sínicas – assim chamadas devido ao carimbo que era colocado na correspondência – compreendem um total de 3.600 documentos, referentes ao período entre 1693 e 1886, e fazem parte do acervo do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa. No ano passado, foram inscritas no registo da memória do mundo da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).

A partir de sábado, 102 destes documentos vão estar patentes em Macau, sendo que 35 foram traduzidos, na época, do chinês para português.

A inauguração antecede a abertura oficial do Fórum Cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa, no sábado, durante o qual se esperam intervenções do ministro e de outros oradores.

Nas palavras do Instituto Cultural de Macau (IC), este fórum “dedicado à diversidade” contribui para o “intercâmbio e a cooperação cultural sino-portuguesa”, e está integrado num evento ainda maior: Encontro em Macau – festival de Artes e Cultura entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

A 1.ª edição do encontro arrancou na terça-feira com a projeção, no Centro Cultural, do filme “Ira de Silêncio”, última obra do realizador chinês Xin Yukun.

A primeira longa-metragem do cineasta português Manoel de Oliveira, “Aniki-Bóbó”, e o documentário “Douro, Faina Fluvial” vão encerrar o alinhamento do festival de cinema, que conta com um total de 24 filmes e 23 sessões de projeção, de acordo com o IC.

Além do Festival de Cinema e do Fórum Cultural, O “Encontro em Macau” organiza ainda, durante o mês de julho, uma exposição anual de artes e um serão de espetáculos.

FST // TDI – Lusa/Fim

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