É a segunda etapa de uma visita de cinco dias à China, iniciada segunda-feira em Pequim, com uma das maiores comitivas académicas enviada por Portugal àquele pais, e que incluirá ainda uma deslocação a Xangai.

O referido acordo será assinado na quinta-feira, na Universidade de Zhejiang, por Nuno Crato e por Wan Gang, ministro chinês da Ciência e Tecnologia.

Terça-feira à noite, em Pequim, o ministro português descreveu o anunciado Centro de Investigação como “uma plataforma de cooperação com aplicações em muitas áreas e dedicada sobretudo à transferência de tecnologia para empresas e a aplicações industriais que possam gerar valor”.

“É um passo em frente [na cooperação científica bilateral] e uma grande oportunidade. Esperamos que o Centro seja o primeiro de mais”, disse Nuno Crato.

Cientistas dos dois países irão estudar nomeadamente células solares e “nano-tubos” de carbono para ecrãns de “smartphones”, adiantou o ministro português.

Hangzhou é a capital da província de Zhejiang, uma das mais prósperas da China, situada na costa leste do país, com uma área pouco maior do que Portugal e cerca de 53 milhões de habitantes.

“Estamos a trabalhar para o futuro. Esta visita é o claro exemplo de que passámos da linguagem dos tratados para a aplicação prática”, disse à agência Lusa o embaixador de Portugal na China, José Tadeus Soares.

Entre as catorze instituições representadas na comitiva do ministro português figuram o Instituto Superior Técnico, a Universidade Nova de Lisboa, o Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, o Instituto de Engenharia Biomédica e o Laboratório Ibérico de Nanotecnologia.

Nuno Crato regressa no sábado a Portugal.

AC // ARA

Lusa/Fim

Foto: Nuno Crato, 25/06/2012, MIGUEL A. LOPES/LUSA

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