7 March 2021
António Correia e Silva, que discursava no painel sobre "Educação e Inovação" da Cimeira sobre Inovação em África, que termina hoje, indicou que a questão é "tensa e problemática um pouco por todo mundo", já que as academias não produzem exatamente de acordo com as necessidades do mercado.

Ministro cabo-verdiano aponta falhas a universidades africanas

O ministro do Ensino Superior, Ciência e Inovação de Cabo Verde afirmou hoje, na Cidade da Praia, que as universidades africanas não produzem profissionais com conhecimento e que não respondem às necessidades económicas.

“A melhor forma de conseguirmos gerir bem a procura do conhecimento e a produção do conhecimento é um diálogo permanente entre as universidades e os setores empresariais”, sustentou.

Para Correia e Silva, as escolas têm atualmente de capacitar jovens para garantir competências que possam enfrentar o inédito e treiná-los para a criatividade, iniciativa, resiliência, liderança e empreendedorismo, sendo esses os principais desafios que se colocam às instituições de ensino um pouco por toda a África e também no mundo.

O ministro cabo-verdiano defendeu a aposta na capacitação educativa para a inovação tecnológica, procura de continuidade da política, estabilidade institucional e do consenso social.

“Educar exige inovação, sobretudo no contexto africano, tendo em conta as questões como a equidade de acesso, a qualidade do processo pedagógico ou mesmo a sustentabilidade”, sustentou.

Sobre a experiência de Cabo Verde, Correia e Silva falou da educação, onde se tem introduzido inovações ligadas às Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e de outros de caráter institucional, tendo sempre como pano de fundo a questão da inclusão, para criar “massa crítica” em profissionais qualificados.

Lembrando como exemplos os projetos “A-Escola”, de ensino à distância, e a “Universidade Aberta”, Correia e Silva disse serem iniciativas criadas pelo Governo para alavancar a educação e investigação e que vai responder à necessidade de mais justiça regional e de acesso às oportunidades de formação.

“A partilha de edifícios, laboratórios, capacidades docentes entre o ensino secundário, superior e a formação profissional é uma resposta ao problema da sustentabilidade e da qualidade, conciliando-os com as aspirações legítimas das comunidades insulares em terem no seu território ofertas diversificadas do ensino superior, técnico e de formação profissional “sublinhou.

“É preciso inovar para educar melhor, de modo a modernizar escolas e a comunidade académica, introduzindo inovações que possam rentabilizar, racionalizar, qualificar e dar sustentabilidade ao sistema educativo”, concluiu.

JSD // APN – Lusa/Fim

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