Na abertura da 3.ª conferência ministerial do Fórum Macau, o primeiro-ministro chinês considerou que as economias da China e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) são complementares, salientando que só nos primeiros cinco meses desta ano o comércio entre a China e estes países cresceu 57 por cento.

Com diagnósticos, metas e ajudas já quantificadas, Wen Jiabao teve a primeira palavra, num encontro com chefes de Estado e Governo, para anunciar seis medidas para aplicar até 2013, entre as quais um fundo de cooperação a envolver mil milhões de dólares (730 milhões de euros) e uma linha de crédito de 1600 milhões de yuan (176 milhões de euros) para assistir Timor-Leste, Guiné-Bissau, Moçambique, Angola e Cabo Verde.

Além disso, o chefe do governo chinês prometeu fornecer a este conjunto de países equipamentos e recursos humanos para o desenvolvimento da agricultura e ainda formar 1500 quadros destes países.

Wen Jiabao prometeu também mil bolsas a alguns dos alunos dos países parceiros que queiram estudar na China.

Ficou ainda a promessa de dez milhões de yuan (930 mil euros) em material médico para cada membro africano e asiático do Fórum.

Para o próximo triénio, Wen Jiabao falou na necessidade de abrir mais os mercados e de conjugar esforços contra o proteccionismo comercial, prometendo taxas alfandegárias zero para a maioria das mercadorias dos países de língua portuguesa.

Disse ainda que é preciso aumentar o investimento mútuo e encorajar as pequenas e médias empresas a entrarem na cooperação e frisou que há áreas por explorar, como o turismo e o sector financeiro.

 

Maria João Caetano, jornalista do Ponto Final em serviço especial

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