Rio de Janeiro, 11 nov (Lusa) – Os pianistas Mário Laginha e Pedro Burmester abrem hoje o Festival MIMO, no Rio de Janeiro, Brasil, completando a representação portuguesa, a par do músico e compositor Miguel Araújo.

Os dois pianistas “atravessam o oceano Atlântico para interpretar, a quatro mãos, obras clássicas de autores como João Paulo Esteves da Silva, Pixinguinha e Aaron Copland”, na Igreja de Candelária, depois de terem participado na primeira edição portuguesa do MIMO, em Portugal, em Amarante, no passado mês de julho, disse a organização do festival.

No sítio do festival na internet, lê-se que, “com personalidades artísticas muito fortes, os pianistas Mário Laginha, que enveredou pelo jazz, e Pedro Burmester, que se dedicou à música clássica, preparam um concerto especial para a abertura” do MIMO.

Quanto a Miguel Araújo, o guitarrista dos Azeitonas, vai estrear-se ao vivo no Brasil, num concerto com o cantor e compositor Chico César, de Paraíba, autor das músicas “Mama África”, “À primeira vista” e “Mulher eu sei”, no próximo domingo, na Praça Paris, na cidade ‘carioca’.

O festival, no seu sítio na internet, apresenta o músico português como “o novo fenómeno da música portuguesa”, que “‘estourou’ com o primeiro ‘single’ a solo, ‘Os maridos das outras’ (2012), indicada à canção do ano nos principais prémios, como o da Sociedade Portuguesa de Autores”.

O concerto de encerramento do festival, no domingo à noite, ficará a cargo do brasileiro Ney Matogrosso, recordando os seus 40 anos de carreira a solo, marcada pelo lançamento do disco de estreia, “Água do Céu-Pássaro/Homem de Neanderthal”, cerca de cinco anos depois da formação da banda Secos e Molhados.

Entre os nomes que vão marcar presença no festival estão Mário Lúcio (Cabo Verde), Pat Thomas & Kwashibu Area Band (Gana), Bixiga 70 (Brasil) e João Bosco & Hamilton de Holanda (Brasil).

Considerado o maior festival gratuito de música instrumental do Brasil, o MIMO, que existe desde 2004 – vai na 13.ª edição brasileira -, realiza-se agora, pela segunda vez, no Rio de Janeiro, ocupando espaços do património histórico, como igrejas, museus e parques.

“O MIMO é um festival intrinsecamente associado ao património, à cultura, a bens culturais e à educação. A partir de Olinda, traçou o seu caminho por importantes cidades históricas brasileiras: Recife, João Pessoa, Ouro Preto, Paraty e Tiradentes. O Rio de Janeiro faz parte de todos os capítulos da História do Brasil”, disse a diretora-geral do MIMO, Lu Araújo.

Organizado pela primeira vez em 2004 pela Lu Araújo Produções, a Mostra Internacional de Música em Olinda (MIMO) adotou depois a designação MIMO, em função da sua itinerância, e ganhou novos parceiros, nos últimos anos, como a Musickeria, dos promotores Luiz Calainho, Flávio Pinheiro e Afonso Carvalho.

Do Rio de janeiro, a 13.ª edição do MIMO no Brasil partirá depois para a sua cidade natal, Olinda, município do estado de Pernambuco, onde se realiza, de 18 a 20 de novembro, data em que encerra.

“Zeca Baleiro (Brasil), Mário Laginha e Pedro Burmester (Portugal), Sons of Kemet (Reino Unido) e Mário Lúcio (Cabo Verde) são alguns dos artistas confirmados”, nesta etapa do festival, segundo a organização.

O MIMO regressa a Portugal no próximo ano, para a segunda edição em Amarante, de 21 a 23 de julho.

ANYN // MAG – Lusa/Fim
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