A presidente do instituto Camões, Ana Paula Laborinho, disse hoje, em Lisboa, que não basta vontade política para ter o português nas organizações internacionais e defendeu a aposta na formação de mais tradutores e intérpretes para assegurar essa presença.

 

A presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua falava aos jornalistas à margem do I Congresso Internacional de Língua Portuguesa, que decorreu na quarta e na quinta-feira em Lisboa, numa organização do Observatório da Língua Portuguesa e da Universidade Lusíada.

Ana Paulo Laborinho sublinhou que é preciso ter em conta que existem muitas organizações internacionais em África, destacando a importância de ter intérpretes que dominem o swahili ou o árabe.

Sobre o objetivo de ter o português como língua de trabalho nas Nações Unidas, Ana Paula Laborinho disse que às dificuldades associadas à escassez de tradutores e intérpretes se somam os custos de manter uma estrutura de tradução em permanência.

“Essa é uma estrutura muito cara e para ter em permanência estruturas de tradução é preciso o envolvimento de todos os países [lusófonos] para o conseguir. O português já é língua de documentação [das Nações Unidas], mas precisamos de ir mais longe. Para isso, precisamos de ter os tradutores e ainda não temos formação suficiente que nos permita dispor desses quadros”, disse Ana Paula Laborinho.

O português é língua de trabalho de várias organizações regionais e internacionais, incluindo a União Europeia, União Africana, Mercosul ou a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

CFF // VM.

Lusa/Fim

Foto: Ana Paula Laborinho, Presidente do Camões, Lisboa, 15 de janeiro de 2011. ANTONIO COTRIM/LUSA

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