3 March 2021
Cerca de um terço da população da maioria dos países lusófonos tem entre 10 e 24 anos e pode “transformar o futuro” do seu Estado, segundo o relatório do Fundo para a População das Nações Unidas (FNUAP)

Maioria dos lusófonos com cerca de um terço de jovens

“O poder de 1, 8 mil milhões de adolescentes e jovens e a transformação do futuro” é o título do estudo sobre o estado da população mundial em 2014, que defende que o atual número de jovens no mundo, um recorde, pode impulsionar o desenvolvimento sócio-económico, com o adequado investimento na sua educação, saúde e proteção de direitos.

Dos nove lusófonos, apenas em Portugal e no Brasil os jovens não representam atualmente cerca de um terço da população, são 16 por cento no primeiro caso e 25 por cento no segundo, embora neste caso ascendam ainda assim a 50, 9 milhões.

Entre os restantes membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Timor-Leste apresenta o maior número de jovens com 38 por cento da população entre os 10 e os 24 anos, seguido de Angola e de Moçambique com 33 por cento (7, 2 milhões e 8, 7 milhões respetivamente).

Cabo Verde e Guiné-Bissau têm 32 por cento de jovens entre os 10 e os 24 anos, São Tomé e Príncipe tem 31 por cento e a Guiné-Equatorial 30 por cento.

O diretor executivo do FNUAP, Babatunde Osotimehim, salientou, num comunicado de divulgação do estudo, a oportunidade que a existência de um grande número de jovens representa para os países, advertindo, no entanto, que “eles só podem transformar o futuro se tiverem competências técnicas, saúde, poderem decidir e fazer escolhas”.

O “dividendo demográfico”, que ocorre quando a população em idade ativa é maior do que a dependente e mais jovem, “tem o potencial para retirar centenas de milhões de pessoas da pobreza e elevar os padrões de vida, lançando as economias”, afirma o relatório.

PAL // PJA – Lusa/fim

Fotos:

– Uma menina e crianças participam no desfile de Carnaval em Bissau, 3 de março de 2014.

LUIS FONSECA/LUSA

– ANGOLA: O povo San, uma minoria etnica que vive no sul de Angola, sao reconhecidos como os mais antigos habitantes do territorio angolano. FOTO FRANCISCO RIBEIRO/LUSA

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