27 February 2021
O maestro Luís Clemente, responsável pela Orquestra Sinfónica e Banda da Covilhã, dirigiu este sábado a Shen Yun Shymphony Orchestra, uma das mais conceituadas orquestras sinfónicas de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Maestro português dirige importante orquestra de Nova Iorque

Cerca de 450 pessoas encheram o Performing Arts Center da Shen Yun Symphony para ouvir um repertório que incluiu a Sinfonia 40 de Mozart, a Sinfonia 2 de Brahms e o Concertino para clarinete de Weber.

O maestro de 36 anos disse que “a apresentação correu muito bem” e que ficou “muito satisfeito com a primeira abordagem a obras de compositores contemporâneos chineses.”

Luís Clemente esclareceu que esta oportunidade surgiu no seguimento de um concurso internacional promovido pela orquestra para encontrar jovens maestros que possam integrar a sua companhia no próximo ano artístico de 2013-2014.

O maestro está nos 10 finalistas, escolhidos de mais de 300 concorrentes, que se apresentaram em Nova Iorque e que são oriundos dos Estados Unidos, China, Nova Zelândia, França, Itália, Grécia, Espanha, Canadá, Venezuela e Portugal.

Luís Clemente frequenta, atualmente, o doutoramento em Direção de Orquestra, na Universidade de Aveiro, é responsável pelo Centro de Estágio de Direção de Orquestra de Sopros, e maestro da Banda Sinfónica da Covilhã.

Apesar de desenvolver a sua atividade em Portugal, está “sempre à procura de oportunidades”, como a que teve este fim de semana porque nos Estados Unidos “há as condições necessárias para fazer da vida artística uma vida profissional e com condições de sustentabilidade”.

Luís Clemente, que é natural de Portel e tem ligações a Ferreira do Alentejo, afirmou que histórias como a sua são possíveis porque “a vida artística em Portugal mudou muito nos últimos 20 anos” e explica que “a formação base é cada vez melhor e mais equiparada às grandes escolas de referência mundial”.

Ainda assim, lamenta “as condições económicas e políticas que, sem dúvida, refrearam este avanço” no último ano.

O maestro diz que, apesar das dificuldades financeiras, as instituições a que pertence “são geridas por pessoas extremamente dotadas e inventivas que fazem das dificuldades a motivação para superar estes tempos difíceis.”

Entre 16 e 20 de Setembro, Luís Clemente é um dos 12 maestros de todo o mundo selecionados para participar na Black Sea Conducting Competition, uma das três competições mais importantes da Europa, que acontece na Roménia.

No ano passado, o maestro venceu o Concurso Internacional de Direção de Orquestra Sinfónica em Budapeste.

AYS // FV. – Lusa/Fim

Foto extraída do blogue À Sombra d’um Chaparro

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