3 March 2021
O chefe do executivo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Fernando Chui Sai On (E), e o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira (D), durante a assinatura de acordos, no Porto, 17 de maio de 2019. Fernando Chui Sai On está em Portugal a convite do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, com o objetivo de dar continuidade, inovar e reforçar a relação amigável de cooperação entre Macau e Portugal. JOSÉ COELHO/LUSA

Macau tem orgulho em ser a plataforma para o investimento chinês nos países lusófonos

Macau, China, 20 maio 2019 (Lusa) – A diretora-geral do Departamento de Instituições Financeiras do Banco da China em Macau disse hoje à Lusa que Macau “tem orgulho em ser a plataforma” de investimento chinês em Portugal e nos mercados lusófonos.

“Temos muitos recursos para apoiar o investimento nos países de língua portuguesa, e o Governo de Macau quer muito ajudar as empresas locais e chinesas porque pensam que é nossa responsabilidade, nós temos orgulho em ser a plataforma de investimento direcionado para Portugal”, disse Wendy Sun Min.

Em entrevista à Lusa na filial do Banco da China em Macau, a responsável pelo relacionamento do banco com as instituições financeiras internacionais vincou que as empresas chinesas e portuguesas têm “muitas vantagens” um usar Macau como plataforma de investimento e exemplificou com a China Construction, uma das maiores empresas chinesas no setor da construção civil e obras públicas.

“Macau tem muitas vantagens, por exemplo a China Construction expandiu a sua atividade para Portugal e o diretor-geral em Portugal dantes trabalhava em Macau”, exemplificou.

Wendy Sun Min indicu que “uma das coisas boas de Macau é que, como há muitas pessoas que falam chinês e português, se as empresas quiserem investir em países de língua portuguesa, vão precisar de alguém que fale a sua língua e também português, e é mais fácil encontrar estes profissionais em Macau por causa das relações históricas, tornando Macau numa plataforma para as empresas chinesas investirem nos países lusófonos”.

Após mais de 400 anos sob administração portuguesa, Macau passou a ser uma Região Administrativa Especial da China a 20 de dezembro de 1999, com um elevado grau de autonomia acordado durante um período de 50 anos.

MBA/MIM // EJ – Lusa/Fim

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