“Para criar um melhor sistema do ensino superior, para criar uma instituição boa do ensino superior ou criar melhores cursos do ensino superior, temos de ter vários elementos. Em primeiro lugar temos de ter recursos, em segundo uma boa gestão, em terceiro bons professores e bons alunos, e, em quarto e último lugar, e o mais importante de todos, precisamos de tempo”, afirmou Sou Chio Fai.

O coordenador do GAES, que falou aos jornalistas à margem do Fórum dos Reitores das Instituições de Ensino Superior da China e de Portugal, respondia a uma pergunta sobre o nível de qualidade do ensino de português nas universidades de Macau em relação às instituições do interior da China.

Sou Chio Fai destacou a importância do novo Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa, inaugurado no início de novembro no Instituto Politécnico de Macau (IPM), para formar “mais quadros bilingues ou trilingues”, na segunda língua oficial.

“A criação deste centro de aprendizagem de língua portuguesa no IPM é muito recente. Precisamos de mais tempo para ver o resultado. Mas, de qualquer maneira, é uma boa iniciativa”, disse.

A funcionar com quatro professores a tempo inteiro, o novo Centro Pedagógico e Científico de Língua Portuguesa mantém em curso o recrutamento de professores de Portugal, e segundo disse hoje à margem do fórum o presidente do IPM, Lei Heong Iok, prevê recrutar mais dois docentes nos próximos meses.

O centro será a partir do primeiro trimestre de 2013 e dirigido por Carlos André, atual diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Sou Chio Fai constatou, por outro lado, o aumento da oferta de cursos de português nas instituições do ensino superior de Macau e a sua importância na dinamização das ligações entre Portugal, China e a Região Administrativa Especial chinesa.

“A Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST) está neste momento a lançar o curso de licenciatura em português, e a Universidade Cidade de Macau também está a criar um centro de português”, disse.

A nova oferta junta-se aos já existentes cursos de língua portuguesa e tradução disponíveis no IPM e Universidade de Macau.

“Estamos a prestar todo o apoio para estes projetos serem concretizados”, acrescentou.

Na China há hoje mais de quinze universidades com cursos de português, em cerca de uma dezena de cidades, que no conjunto têm mais de mil alunos.

A Beiwai foi a primeira universidade da República Popular da China a criar uma licenciatura em português, em 1961, e até ao final da década 1990, em todo o continente chinês, só havia outro curso idêntico, em Xangai.

FV (AC) // HB

Lusa/ fim

Foto: LUSA – moeda comemorativa da transferencia da administracao portuguesa do territorio para a China a 20 de Dezembro de 1999. FOTO LIM CHOI/LUSA

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