27 February 2021
Os cursos, ministrados em português, são os primeiros doutoramentos do Instituto Politécnico de Macau, sendo os programas científicos da responsabilidade da Universidade de Lisboa.

Macau: cursos em Língua e Cultura Portuguesa e Administração Pública

Em Janeiro do novo ano vão arrancar dois cursos de doutoramento em Língua e Cultura Portuguesa e Administração Pública em Macau, avança a Lusa.

Segundo explicou à Lusa Luciano de Almeida, coordenador de ambos os programas académicos,  “o curso de doutoramento em Língua e Cultura Portuguesa corresponde a uma necessidade que é sentida, não só em Macau pelas instituições de ensino superior, como na China Continental, pelas instituições de ensino superior que ministram cursos de língua e cultura portuguesa – e neste momento já são 16 – e sentem necessidade de qualificar o seu corpo docente nestes domínios”.


A criação deste curso pretende “dar resposta a essa necessidade numa área que se considera estratégica para o estreitamento de relações entre a China e os países e regiões de língua oficial portuguesa”, disse o professor do Instituto Politécnico de Macau.

Já o doutoramento em Administração Pública vem conferir o último grau académico numa área que o docente considera importante dada a natureza da administração pública de Macau que “tem uma matriz fortemente inspirada ainda na matriz portuguesa”.

Os cursos têm como público-alvo doutorandos de Macau e também da China Continental, no caso específico do curso de Língua e Cultura Portuguesa.

“Prevemos ter alunos da China Continental que já manifestaram interesse, ou seja, docentes de universidades que têm cursos de língua e cultura portuguesa ou português e que pretendem fazer a sua formação avançada, e que naturalmente têm condições acrescidas para o fazerem em Macau numa relação de maior proximidade do que se tivessem que deslocar para Lisboa”, adiantou Luciano de Almeida.

As inscrições para os cursos estão abertas até 30 de Dezembro e deverão contar com entre 15 a 20 alunos por curso. Têm duração prevista de três anos ou seis semestres e deverão entrar em funcionamento a meio de Janeiro.

 

FONTE: Ciência Hoje

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