Afonso Camões, presidente da Lusa, e Guilherme Costa, presidente da RTP, falaram sobre o projecto, esta terça-feira, em Lisboa, durante a divulgação das novidades da Rádio e Televisão Pública de Portugal (RTP) para 2011.

O presidente da Lusa frisou que, actualmente, e apesar de “todo o potencial” da língua portuguesa, “menos de cinco por cento dos conteúdos na Internet estão em português”, pelo que este protocolo, um “caderno de compromissos” entre a Lusa e a RTP, visa a criação de uma “marca global de informação em português”, um “canal multimédia que abrace os mundos da língua portuguesa”.

O presidente da RTP, por seu turno, realçou a necessidade de “articular” a produção noticiosa das empresas com esta “nova plataforma de média digital”, que, sustenta, prossegue caminhos de “serviço público” que ambas as empresas ligadas ao Estado devem fornecer. 

O projecto, referiram ambos os presidentes, é aberto a outras entidades e empresas dentro do “espaço da geografia da língua portuguesa”.

A partilha de delegações, correspondentes e também de momentos de formação, particularmente na área do multimédia, é também reforçada com o protocolo hoje firmado, que contou com a presença do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, responsável pela área da comunicação social.

O protocolo firmado entre a Lusa e a RTP visa desenvolver uma “plataforma electrónica comum de intercâmbio” entre os falantes de língua portuguesa, que pretende criar uma “marca global de informação em português”.

O protocolo prevê a criação de um espaço online “onde se integrará uma selecção do fio noticioso da RTP e da Lusa e uma base de dados sobre história, instituições, pessoas e eventos da comunidade de falantes de português”.

A plataforma inicial vai funcionar “em associação com uma estrutura mais lata de conteúdos não estritamente informativos, que servirá como uma plataforma relacional e como uma base de dados” sobre a cultura das comunidades falantes de português.

Segundo a minuta do protocolo, a agência noticiosa e a Rádio e Televisão de Portugal “articularão o seu trabalho no fornecimento de conteúdos, na gestão de soluções técnicas e de imagem”, comprometendo-se a “garantir acesso aos seus conteúdos para que eles possam ser editados para integrar esta plataforma, através de um modelo de compensações financeiras a estabelecer de acordo com o valor de trabalho e conteúdo colocados por cada uma no projecto”.

 

 

FONTE: Público

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