… anunciou hoje, em Luanda, o secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA), António Tiago Gomes.

O responsável, que prestou essa informação numa conferência de imprensa, disse também que a reunião de empresários da comunidade lusófona com os da China conta com a participação de pelo menos 400 empresas, mas neste momento estão inscritas apenas 163, das quais 45 de Angola, 100 da China, 12 de Portugal, quatro do Brasil e uma para Moçambique e Cabo Verde.

O encontro, que se realizará por ocasião da FILDA, visa promover as trocas comerciais e investimentos entre países e resulta de um protocolo de cooperação dos órgãos de promoção e câmaras de comércio, assinado na região chinesa de Macau, em 2003, aquando da constituição do Fórum para Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Segundo o protocolo de Macau, as câmaras de comércio de cada país devem realizar anualmente de forma rotativa um encontro de empresários com o objectivo de trocar impressões e discutir oportunidades de negócios.

Nesse âmbito, António Tiago Gomes disse que já existem empresários angolanos que investiram em Portugal, Moçambique e Cabo Verde, além das trocas comerciais entre os países envolvidos.

Segundo dados da alfândega chinesa, até Janeiro de 2011, o comércio entre a China e os países lusófonos aumentou em 45 por cento, isto é, até Janeiro, aquele gigante asiático comprou produtos no valor de 5, 41 biliões de dólares norte-americanos e vendeu USD 2, 90 biliões aos mesmos países.

Entre os lusófonos, até aquela data, o Brasil era o principal parceiro económico da China, referem os dados da Alfândega chinesa.

Angola realizou o primeiro encontro em 2005.

A CCIA foi criada, em 1988, por 43 empresas privadas, mistas e estatais, e hoje conta com 700 empresas associadas de forma directa.

 

FONTE: Angop

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