28 February 2021
O livro “O Português no século XXI - cenário geopolítico e sociolinguístico”, organizado pelo carioca Prof. Dr. Luiz Paulo da Moita Lopes, professor titular em Linguística Aplicada da UFRJ, aborda as políticas e tensões sociolinguísticas na comunidade portuguesa e as mudanças necessárias para que a linguagem possa se firmar em um mundo de fluxos cada vez mais rápidos da globalização.

Livro aborda cenário geopolítico e sociolinguístico do português

No dia 1º de janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os países da CPLP (Comunidade de Países de língua Portuguesa) o período da transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de Dezembro de 2015, após várias tentativas de se unificar a ortografia da língua portuguesa. Essas novas regras passam a ser necessárias para lidar com fenômenos de várias naturezas que constroem discursivamente nossa língua no mundo contemporâneo.

O presidente do Conselho de Administração do Observatório da Língua Portuguesa, Eugénio Anacoreta Correia, revelou que até o final do século XXI, os oito países falantes da língua portuguesa terão uma população de 350 milhões de pessoas – 100 milhões a mais que os atuais cerca de 250 milhões (dos quais mais de 190 milhões são brasileiros).

Segundo ele, o número crescente de falantes do idioma é um dos fatores que aumenta o “potencial econômico” da língua.

É neste contexto de impacto da língua portuguesa no mundo, que o mais novo livro lançado pela Parábola e organizado por Moita Lopes, um dos mais conceituados linguistas deste país se insere.

Aqui os autores abordam temas como linguagem, globalização, ethos discursivos contemporâneos, novos letramentos digitais e novas sociabilidades. Este livro aborda o cenário geopolítico e sociolinguístico com o qual o português e seus falantes se diferem, tendo em vista mudanças econômicas, políticas, socioculturais e tecnológicas que enfrentamos. Muitos dos construtos com os quais lidávamos estão sendo repensados. As narrativas tradicionais sobre a linguagem não dão mais conta do que chamamos de língua portuguesa. É preciso reler o português por outras ideologias linguísticas.

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