1 March 2021
A Livraria Portuguesa em Macau, em processo de atribuição de nova concessão, deve ser um pólo cultural tanto naquela região administrativa especial chinesa como no espaço continental vizinho, disse à Lusa a presidente do Instituto Camões (IC), Ana Paula Laborinho.

Livraria Portuguesa em Macau

Lisboa, 15 jan (Lusa)
“O que desejamos que aconteça é que essa livraria possa ser um pólo cultural para Macau. Mas muito mais do que apenas Macau, pudesse ser um pólo cultural para a região”, afirmou.
A anterior concessão da Livraria Portuguesa terminou no passado dia 31 de dezembro e por decisão dos dois sócios maioritários, Instituto Camões e Fundação Oriente, decidiu-se abrir um processo de manifestação de interesse de exploração, a que concorreu somente um interessado: a Praia Grande Edições.
Ana Paula Laborinho lamentou à Lusa que ninguém em Portugal tenha manifestado interesse em explorar a Livraria Portuguesa, adiantando que está neste momento a ser feito o balanço da livraria em relação ao antigo concessionário e escusou-se a comprometer-se com datas para o reinício de actividade do espaço.
O concurso para a concessão da exploração da Livraria Portuguesa foi lançado pelo Instituto Português do Oriente (IPOR) ainda em 2010 dado que os cinco anos de contrato do concessionário que explora o espaço terminaram a 31 de dezembro.
Apesar da manifestação de interesse de várias empresas, apenas a Praia Grande Edições, que publica o jornal Ponto Final e a revista Macau Closer e é propriedade do jornalista Ricardo Pinto, manifestou interesse na concessão.
Com três funcionários, três pisos de exposição e uma localização privilegiada no centro da cidade onde transitam milhares de turistas que diariamente invadem as ruas de Macau, a Livraria Portuguesa será concessionada por cinco anos, cabendo à empresa vencedora os custos de exploração e os proveitos num espaço a “custo zero” disponibilizado pelo IPOR que exige, no entanto, a permanência dos funcionários da livraria.
O Instituto Português do Oriente, responsável pela divulgação da língua e cultura portuguesas em Macau, tem como sócios o Instituto Camões (51 por cento), a Fundação Oriente (44 por cento), sendo os restantes cinco por cento repartidos pelo Banco Nacional Ultramarino, Banco Espírito Santo, EDP, Hovione, CelsÁsia e Sociedade de Turismo e Diversões de Macau.
EL (JCS).
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 

FONTE: Lusa

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