4 March 2021
A ministra angolana do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Maria Cândida Teixeira, incumbiu ontem as instituições públicas, académicas e científicas dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de promoverem, difundirem e projectarem a língua portuguesa nas organizações internacionais.

Língua Portuguesa na agenda mundial

Discursando em Luanda, na cerimónia de encerramento de um colóquio internacional sobre língua portuguesa, que decorreu de 3 a 5 deste mês, Maria Cândida Teixeira lembrou que, no quadro da presidência angolana da CPLP, foram desenvolvidos esforços com vista à utilização da língua portuguesa em fóruns mundiais.
Como exemplo, apontou o facto de, no debate geral da 66ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, os discursos de dirigentes dos países lusófonos terem sido todos proferidos em português. 
Maria Cândida Teixeira sublinhou que o mesmo aconteceu em diversos fóruns internacionais, em que o português foi utilizado como língua de trabalho.

Presidência angolana

A ministra referiu ainda que o programa da presidência angolana da CPLP, que termina em finais deste mês, criou a Direcção para a Acção Cultural e Língua Portuguesa, que atribui ao secretariado executivo da organização lusófona competências de concepção e gestão da estratégia operacional da acção cultural da comunidade e ao Instituto Internacional da Língua Portuguesa a capacidade de gerir projectos de promoção e difusão da língua. De acordo com a ministra do Ensino Superior, existe “grande vontade política” dos Estados da CPLP avançarem com uma série de projectos relativos ao estudo, promoção e difusão da língua portuguesa.

 

Carta de Luanda
Os participantes ao Colóquio Internacional sobre Língua Portuguesa defenderam a produção de um texto informativo nas seis línguas oficiais das Nações Unidas sobre a situação do Português e o empenho dos países da CPLP na sua adopção como língua oficial da ONU e das suas agências. Na “Carta de Luanda”, tornada pública no final do encontro, os participantes recomendaram ao Instituto Internacional da Língua Portuguesa a organização de um fórum de debates de planificação linguística com os blocos regionais  (UA, UE, SADC, MERCOSUL, CEDEAO, CEEAC, ASEAN e ACP), para a institucionalização do Português nos organismos internacionais.Ler o artigo completo

 

VER: Sítio do colóquio internacional “A Língua Portuguesa nas Organizações internacionais

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