No dia em que apresentou o seu livro “Oriente e Ocidente na Literatura Goesa”, que resulta de uma tese de doutoramento em literatura portuguesa apresentada na Universidade de Goa, Eufemiano de Jesus Miranda manifestou o desejo de ver crescer o interesse dos estudantes goeses pela língua portuguesa.

“Da minha parte, farei tudo o que puder pela língua portuguesa, que para mim é uma segunda língua de berço”, disse à Lusa, por telefone, após a apresentação daquele que é um dos poucos livros escritos em português a ser lançado em Goa nos últimos 50 anos.

A língua portuguesa, dominante em Goa até 1961, quando forças indianas conquistaram o território aos portugueses, tem hoje uma relevância relativa, centrada sobretudo no estudo da história, admitiu Eufemiano Miranda. “Quem queira fazer estudos de historiografia tem de estudar português”, disse.

Mas cada vez mais, acrescentou o autor, também a indústria indiana, “principalmente nas tecnologias de informação”, precisa do português “para se relacionar melhor com os países de língua portuguesa”, nomeadamente o Brasil e Angola.

“Sei que aqueles que estudaram português têm hoje alguns empregos no sector”, disse Eufemiano de Jesus, que é o pároco de Chicalim, uma aldeia perto da cidade goesa de Vasco da Gama. Ler o artigo completo (ANGOP)

 

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