5 March 2021
O director de Acção Cultural da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), Luís Kandjimbo, defendeu hoje, em Luanda, que o trabalho de base para que o português seja reconhecido como língua oficial em várias organizações internacionais está bem encaminhado.

Levar a língua portuguesa ao lugar que merece

De acordo com Luís Kandjimbo, o que se quer é que se saia das acções casuísticas e sejam feitas coisas com alguma articulação, mais sistemáticas. Luís Kandjimbo fez esta referência quando falava em entrevista à margem do Colóquio Internacional sobre “A Língua Portuguesa nas Organizações Internacionais”, que decorre de 3 a 5 de Julho.

Argumentou que ele teve início com o Plano de Acção de Brasília, elaborado há cerca de dois anos e cujas reuniões que o precederam constituem o pilar.

No entanto, haverá ainda outro trabalho que será feito ao nível do Secretariado Executivo da CPLP, onde foi criada muito recentemente uma nova unidade orgânica com a designação de direcção para Acção Cultural de Língua Portuguesa.

“A base da estratégia da CPLP foi elaborada em Brasília, há pouco menos de dois anos, condensado no Plano de Acção de Brasília para a Promoção e desenvolvimento da Língua Portuguesa”, disse.

Acrescentou que “com base neste Plano de Acção está a decorrer o presente Colóquio, que é o último de série de quatro e cujo tema é uma resposta aos desafios que se colocam no que diz respeito à valorização, divulgação e colocação do português num lugar digno para aquilo que o português é hoje nas organizações internacionais”.

Disse que a partir deste Colóquio o IILP vai elaborar uma base para um Plano Operativo, se assim poder-se articular e executar as recomendações do Plano de Brasília.

No entanto, “se por um lado devemos falar do IILP há ainda a intervenção necessária, em todo este processo, do Secretariado Executivo da CPLP, porque o primeiro é o braço que a organização criou para que no domínio da investigação se criem instrumentos que suportem a língua do ponto de vista científico”.

Isto, referiu ”visa estabelecer as bases e criar elementos suficientes que permitam que as acções de tradução, interpretação, bem como as que remetam à construção de terminologias possam de facto permitir que quando falarmos do português a ser usado no sistema das Nações Unidas existam também instrumentos suficientes que sirvam de facto como língua oficial, de trabalho, de documentação e dos sítios da Internet”. Ler o artigo completo

 

Na foto: Luís Kandjimbo,  Director de Acção Cultural da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP)

 

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