A UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) solicita a anotação em agenda e a divulgação da seguinte informação:

O livro “Casa dos Estudantes do Império – Subsídios para a História do seu período mais decisivo (1953 a 1961)” de Helder Martins será lançado no dia 12 de julho, às 18h00, no Auditório da UCCLA. A apresentação do livro contará com as intervenções de Zeferino Coelho, Filipe Matusse, Maria José Leal, Embaixador José Augusto Duarte e do Secretário-Geral da UCCLA, Vítor Ramalho.

O livro, que já se encontra disponível nas livrarias portuguesas com edição Caminho, estará também à venda em Moçambique a partir do dia 10 de julho e será, também, comercializado em Angola e Cabo Verde.

Em Casa dos Estudantes do Império (CEI) o autor utiliza as suas memórias de ativista da CEI e faz um importante trabalho de pesquisa histórica, que lhe permite documentar o seu texto com muitas fotos e digitalizações de documentos, nomeadamente, as digitalizações dos Diários do Governo com as decisões administrativas sobre a CEI.

Helder Martins revela, neste livro, a verdadeira data e circunstâncias da criação da CEI, bem como a complicada luta para pôr fim à 1.ª Comissão Administrativa. O autor põe, ainda, em evidência o trabalho realizado pelas 5 direções democraticamente eleitas pelos estudantes, entre fevereiro de 1957 e dezembro de 1960. A sua aturada pesquisa histórica permitiu-lhe afirmar que nunca houve nenhuma decisão administrativa a legalizar o encerramento da CEI.

Sinopse:

“Para mim, esta é a verdadeira face humana da Casa. Uma Associação de jovens onde há de tudo, dos mal-humorados, aos eternos bem-dispostos, dos estudantes exemplares, aos maus estudantes, dos sócios dedicados e empenhados, aos pouco participativos, dos engajados politicamente, aos «apolíticos», dos simpáticos aos antipáticos. Nós eramos como outros jovens nos condicionalismos daquela época. Éramos humanos, com tudo o que há de grandeza na natureza humana e com tudo o que pode haver de mesquinhez. Transformarem-nos hoje em «heróis» é desumanizar-nos!”

Helder Martins

«Este livro de memórias duma época é o testemunho duma etapa histórica da vida de muitos estudantes, que das Colónias vinham para Portugal fazer os estudos superiores».

in Prefácio, Fernando Vaz

Sobre o autor:

Helder Martins nasceu em Maputo, Moçambique. Em 1953 foi estudar Medicina em Lisboa, onde se formou em 1961. Foi um ativista estudantil na Comissão Pró-Associação da Faculdade de Medicina e na Casa dos Estudantes do Império, tendo tido um papel importante, primeiro, na luta para a cessação da 1.ª Comissão Administrativa – que foi imposta a esta Associação – e, depois, na sua gestão. Foi um militante ativo contra o fascismo e o colonialismo. Incorporado no serviço militar obrigatório na Marinha, desertou em novembro de 1961, tendo ido para Tanganica onde foi aceite na UDENAMO.

Foi um dos fundadores da FRELIMO. Participou na Luta de Libertação Nacional do seu país, tendo sido diretor dos Serviços de Saúde da FRELIMO. No imediato pós-independência foi Ministro da Saúde durante 5 anos. Foi também funcionário sénior da Organização Mundial de Saúde, onde depois de reformado, participou e dirigiu vários comités de especialistas. Foi docente em Saúde Pública em vários países, em 3 continentes. É Doutor Honoris Causa em Ciências da Saúde e Educação. Tem várias condecorações e diplomas de mérito. Tem inúmeras publicações, tanto na área da Saúde Pública, como sobre temas históricos e sobre a interação entre Cultura e Saúde. Este é o seu sétimo livro.

 

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