Cidade do Panamá, 27 jan (Lusa) – As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) vão regressar à Europa em 2022, com a escolha da capital portuguesa para acolher o maior evento da Igreja Católica, depois de em 2016 se terem realizado em Cracóvia, na Polónia.

As JMJ são um encontro de jovens de todo o mundo com o papa, num ambiente festivo, religioso e cultural, que mostra o dinamismo da Igreja Católica, informa o ‘site’ das JMJ da Cidade do Panamá.

Esta iniciativa foi criada pelo papa João Paulo II (1920-2005) em 1985 e o primeiro encontro internacional realizou-se em Buenos Aires, Argentina, dois anos depois.

Na ocasião, João Paulo II disse que os jovens “são protagonistas de uma dupla esperança”: pela sua juventude, uma esperança para a Igreja, e, por serem da América Latina, continente de esperança.

Em 1989, Espanha acolheu pela primeira vez as JMJ, em Santiago de Compostela, onde os peregrinos rezaram pela paz. Nesse ano o Muro de Berlim foi derrubado e, dois anos depois, uma Polónia livre (terra natal de João Paulo II) recebeu o encontro em Czestochowa.

Seguiu-se Denver, nos Estados Unidos da América, em 1993, que, pela primeira vez, incluiu a via-sacra pelas ruas da cidade, mas foi a capital das Filipinas, dois anos mais tarde, que registou a maior afluência de sempre numas JMJ.

Quatro milhões de pessoas estiveram na missa de encerramento das JMJ em Manila e o momento foi inscrito no Livro Guinness dos Recordes.

Em 1997, as JMJ foram, de novo, para a Europa e em Paris “mais de meio milhão de jovens de mãos dadas formaram uma ‘corrente de fraternidade’, rodeando a capital de França”, segundo o mesmo ‘site’.

Ainda no continente europeu, 2000 foi o ano das JMJ em Roma, Itália, para de seguida ser em Toronto, Canadá (2002).

João Paulo II anunciou então que as JMJ seguintes, em 2005, seriam em Colónia, na Alemanha, mas foi o seu sucessor, o alemão Bento XVI, atual papa emérito, a presidir às celebrações.

Sydney, na Austrália, em 2008, é considerado o primeiro encontro das JMJ totalmente moderno, devido às redes sociais.

Em 2011, as JMJ regressaram a Espanha e, desta vez, à capital, Madrid, para dois anos depois, já no pontificado de Francisco, o encontro mundial de jovens católicos ter tido como palco, pela primeira vez, um país de língua portuguesa: Brasil.

Foi em 2013 e a consciência ecológica dos peregrinos surpreendeu os serviços de limpeza da cidade do Rio de Janeiro que, em vez de lixo espalhado pela praia, como acontece após outros grandes eventos, encontrou os resíduos separados, acondicionados em sacos de plástico e nos locais previamente indicados, adianta o mesmo ‘site’.

SR // HB – Lusa/Fim

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